COLEGAS PSICÓLOGOS PORTUGUESES!!!O meu voto já lá chegou, com direito a registo e tudo.
E vocês?
Votam pela mudança?
PSICOLOGIA PLURAL POR TODOS OS PSICÓLOGOS!!!
(A saber: Não pertenço a nenhuma lista.)
Pretende-se, com a criação desta página, divulgar a intervenção psicológica ao nível da Prevenção, da Terapêutica e da Comunidade, junto de crianças e adolescentes, adultos e seniores, nos contextos clínico, educacional, forense, organizacional e formativo.
COLEGAS PSICÓLOGOS PORTUGUESES!!!
A Lista A é encabeçada pelo Bastonário ainda em exercício, Telmo Mourinho Baptista.«Haverá 30 mil tentativas de suicídio por ano, dois terços das quais perpetrados por jovens.
A taxa de suicídio entre os adolescentes portugueses não é alarmante, mas os comportamentos autolesivos, como a intoxicação medicamentosa, sim. E porque, atingidas idades mais avançadas, estes tendem a aumentar de gravidade e a degenerar em actos suicidas, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) vai replicar no ano lectivo 2013/14 um projecto de prevenção em várias escolas do país, já ao abrigo do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio que é terça-feira apresentado em Castelo Branco.
Trata-se de alargar o projecto + Contigo, que arrancou no ano lectivo de 2009/10, nalgumas escolas de Coimbra, resultado de uma parceria entre a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, estabelecida precisamente na sequência do suicídio de uma aluna de 13 anos. No ano lectivo 2011/12, o + Contigo já chegava a 741 estudantes do 3.º ciclo do ensino básico que contaram com a ajuda de 66 profissionais de saúde, 228 professores e assistentes e 153 encarregados de educação, aos quais coube trabalhar com os alunos a capacidade de resolução de problemas, o reforço da auto-estima, o combate ao estigma em saúde mental. "No final, registámos um aumento do bem-estar entre os jovens e uma melhoria dos casos de depressão", adiantou ao PÚBLICO José Carlos Silva, professor na Escola de Enfermagem de Coimbra.
Ainda não há indicações precisas quanto ao número de escolas que irão aderir, até porque algumas estão ainda a candidatar-se. Será preciso assegurar a participação dos profissionais de saúde em cada uma das regiões ("este projecto só funciona em rede, nomeadamente com os centros de saúde e os profissionais de saúde mental").
José Carlos Silva conta que já aconteceu vários alunos acabarem por ser encaminhados para assistência médica nos cuidados de saúde primários ou nos serviços de saúde mental que se aliaram ao projecto. Sem números oficiais quanto à dimensão do suicídio entre os jovens, José Carlos Silva lembra os dados da Organização Mundial de Saúde, segundo os quais por cada suicídio consumado ocorrem cerca de 30 tentativas. Em Portugal, e considerando que os dados oficiais apontam para pouco mais de mil suicídios por ano, haverá acima de 30.000 tentativas por ano. Destas, "cerca de dois terços são perpetradas por jovens, maioritariamente do sexo feminino", segundo o também ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia e relator do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio.
Suicídios subnotificados
Apesar de só cerca de 25% destes jovens recorrerem aos serviços de saúde, após a ocorrência dos comportamentos autolesivos, José Carlos Silva lembra que o mais comum entre os jovens é a "intoxicação medicamentosa e por venenos". E que "se os problemas que estão por detrás dos comportamentos não forem resolvidos nesta faixa etária, a probabilidade de estes jovens virem a cometer suicídio é mais elevada do que na população em geral".
As mais recentes medidas de restrição ao consumo do álcool, que proibiram a venda de bebidas espirituosas a menores de 18 anos, mas deixaram de fora da interdição o vinho e a cerveja, também se inscrevem nesta lógica de prevenção. Mas o coordenador do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, Álvaro de Carvalho, gostava que o Governo tivesse ido mais longe. "Esta legislação terá tido o mérito de contribuir para lançar mais uma vez o alarme, mas não me parece que dê garantias de resultados práticos", lamenta. A proposta inicial do Governo previa, entre outras coisas, a proibição do consumo e venda de qualquer bebida alcoólica antes dos 18 anos e o aumento dos respectivos preços.
Para esta e outras campanhas que até ao final do ano serão desenvolvidas, nomeadamente junto dos profissionais de saúde, Álvaro de Carvalho diz ter já garantido um financiamento de 300 mil euros. A importância da formação mede-se por um acontecimento recente: em Famalicão, uma jovem de 23 anos enforcou-se no final de Junho, horas depois de ter obtido alta do hospital onde dera entrada depois de uma primeira tentativa de suicídio.
Porque todos os especialistas concordam que o suicídio em Portugal está muito acima dos registos oficiais (1012 suicídios em 2011, e 1098 em 2010, segundo o Instituto Nacional de Estatística), o plano de prevenção do suicídio prevê também para este ano o funcionamento pleno das certidões de óbito electrónicas. A ideia é conseguir que menos suicídios surjam mascarados de mortes por causa indeterminada, seja por causa do estigma, de questões religiosas ou simplesmente para prevenir problemas com seguros.
Por estes dias, o sistema de Informação dos Certificados de Óbito, mediante o qual a DGS pretende pôr cobro à falta de rigor na determinação das causas de óbito em Portugal, encontra-se ainda em fase de experimentação no Norte e Centro do país e no Funchal. Mas a ideia é que "até ao final do ano abranja todo o território nacional, Açores incluídos", adianta Álvaro de Carvalho.
Mas de pouco adiantará o país dotar-se de um sistema electrónico de registo dos óbitos se este não for acompanhado da formação dos profissionais responsáveis pela introdução dos dados no sistema, diz. "A DGS tem vindo a garantir essa formação de médicos, forças de segurança e funcionários do Ministério da Justiça..."»

«O presidente da Associação Internacional de Psicologia Escolar, Jurg Forster, defendeu hoje a importância do papel dos psicólogos escolares e lembrou que "não há recuperação económica sem uma boa saúde mental".
"Em tempos de crise económica e de cortes orçamentais, a necessidade dos serviços de psicologia escolar é questionada por muitos políticos que ainda não perceberam que não há recuperação económica sem uma boa saúde mental", frisou o presidente da International School Psychology Association (ISPA).
Jurg Forster falava no Porto, na cerimónia de abertura da 35.ª edição da conferência da International School Psychology Association (ISPA), dedicada ao tema da psicologia escolar e da associação entre a criatividade e as necessidades das crianças.
O presidente da ISPA salientou como "as crianças são o futuro das nossas sociedades", pelo que desenvolver a sua criatividade é um fator chave para a educação". E aí os "psicólogos escolares podem aí ter um papel importante".
Também o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) defendeu hoje, na conferência, que a psicologia escolar é importante para o desenvolvimento da criatividade nas crianças que assim se tornarão adultos com melhores competências.
"Está claro na nossa sociedade que muitas das velhas soluções já não funcionam. É crucial desenvolver formas criativas de resolver problemas, permitindo uma maior flexibilidade, recusando modelos únicos, adaptando a realidades diferentes, encontrando soluções locais e promovendo uma maior participação dos cidadãos", afirmou Telmo Marinho Batista.
Segundo o bastonário, a estimulação da criatividade em crianças pelos psicólogos torna-se relevante por permitir uma maior "diversidade na busca de soluções".
"As competências sociais são da maior importância durante o crescimento e definição das crianças. As competências comunicacionais, trabalho em grupo, são algumas das áreas em que a psicologia pode contribuir e são decisivas na sua participação enquanto cidadão adulto", explicou.
O responsável defendeu que "num mundo de recursos limitados" é preciso "demonstrar que a intervenção psicológica faz sentido e é a melhor escolha".»
Por Ana Tomás
EPIS apresenta hoje na Gulbenkian plataforma electrónica para ajudar as escolas públicas à distância
Combater à distância o insucesso e o abandono escolar é um conceito que poderá provocar arrepios a professores e pais convencidos de que o êxito de alunos e filhos só é possível com acompanhamento personalizado e permanente. Esse é no entanto o objectivo da plataforma electrónica que a associação de Empresários Pela Inclusão Social (EPIS) apresenta hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e que pretende usar a partir de Setembro nas escolas públicas do país.
O método pode ser utilizado por qualquer escola, professor ou outros profissionais de educação que decidam aderir à plataforma. Equipas concelhias de técnicos especializados no combate ao abandono e insucesso escolar criaram um sistema para sinalizar factores de risco com base em quatro grupos: aluno, família, escola e território. Cada categoria tem um portefólio de abordagens e métodos específicos que vão permitir construir planos individuais de alunos que serão acompanhados por professores, psicólogos ou assistentes sociais, consoante os recursos disponíveis em cada escola.
“Vamos fornecer também as nossas ferramentas informáticas e dar alguma formação pontual a psicólogos, assistentes sociais, técnicos de educação e até professores, que queiram acompanhar de uma forma relativamente estruturada os alunos, mesmo que seja pontualmente ou a tempo parcial”, explica ao i Diogo Simões Pereira, director-geral da EPIS.
O método procura traduzir para o contexto escolar conceitos como gestão pessoal, gestão de tempo, metodologias de estudo, gestão de ansiedade ou de convivência entre colegas: “A nossa ideia foi lançar uma versão mais simples que, do ponto de vista dos métodos de trabalho, utilize só as abordagens mais eficazes e que não exigem uma formação tão técnica, mas que contribuem para bons resultados quantitativos por parte dos alunos.”
Para quem ainda está incrédulo, a associação garante que o modelo resulta e já está no terreno há cerca de seis anos em 10 concelhos e 88 escolas do 3.º ciclo. O projecto conseguiu, no 2.º período deste ano lectivo, melhorar as notas dos 6 mil alunos acompanhados em proximidade por 63 mediadores. Segundo os dados da EPIS, registou-se um aumento da “zona de aprovação” em cerca de 8%, correspondente a mais 440 alunos com perspectivas de sucesso escolar, quando comparado com igual período do ano lectivo anterior.
“A metodologia de mediação que nós temos para o 3º ciclo é a base que nos vai permitir lançar agora esta iniciativa, primeiro com uma fase piloto e mais tarde com uma fase de disseminação em vários concelhos”, conta o director-geral da EPIS, esclarecendo que quanto maior for a adesão e os contributos, melhores serão as hipóteses de sucesso desta iniciativa.
Ana Tomás