Pretende-se, com a criação desta página, divulgar a intervenção psicológica ao nível da Prevenção, da Terapêutica e da Comunidade, junto de crianças e adolescentes, adultos e seniores, nos contextos clínico, educacional, forense, organizacional e formativo.
Investigadores canadianos usaram técnica de estimulação cerebral profunda
2013-06-28
Foram aplicados pequenos impulsos eléctricos perto do fórnix
«A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez. Uma equipa de
investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, directamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença há agora já mais de um ano.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à
memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros
quatro, o processo de deterioração parou por completo. Nos portadores de Alzheimer, a região do
hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona
nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias
de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos
primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a
desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o
cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que
estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa
recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos eléctricos para o
cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de
neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes
diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores
aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi
revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos
para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi
revertida.
Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e
que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo
teste que envolve 50 pessoas.»
«O ministro da Saúde, Paulo Macedo, comprometeu-se
esta quarta-feira a fazer um estudo alargado sobre os efeitos da crise
económica e financeira na saúde dos portugueses.
"Achamos que, independentemente de
estudos sectoriais, temos de fazer um estudo mais alargado sobre o
impacto da crise e vamos fazê-lo", declarou aos jornalistas no final de
uma visita ao laboratório militar em Lisboa.
Paulo Macedo referiu no entanto que estão já a ser concluídos dois
estudos mais específicos, um sobre o aumento das taxas moderadoras e
outro sobre o impacto da crise na saúde mental.
O Observatório Português dos Sistemas de Saúde acusou a tutela de
ainda não ter feito um diagnóstico oficial aos efeitos da crise na saúde
dos portugueses, no Relatório Primavera 2013 divulgado esta terça-feira.
Intitulado "Duas faces da saúde", o documento apresenta os dois
mundos que os autores afirmam existir: O "oficial, dos poderes", em que
"as coisas vão mais ou menos bem, previsivelmente melhorando a curto
prazo, malgrado os cortes orçamentais superiores ao exigido pela troika e
a ausência de estratégia de resposta às consequências da crise na saúde
da população" e o "da experiência real das pessoas".
Para o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), "são
visíveis os efeitos da crise - pouco monitorizados e avaliados - na
saúde da população, mas também no sistema de saúde".
Governo rejeita críticas O secretário de Estado Adjunto da Saúde rejeitou esta terça-feira as
críticas do Observatório da Saúde sobre a atenção dada ao impacto da
crise na saúde, lembrando que o preço dos medicamentos baixou e as
isenções das taxas moderadoras foram alargadas.
"Não concordo. Na realidade, o Ministério da Saúde tem hoje um
conjunto de ferramentas de avaliação e de indicadores de saúde e de
comportamento das pessoas face a saúde que anteriormente não existiam",
disse o responsável.
Para Fernando Leal da Costa, é preciso haver uma separação entre
dados objectivos e as dificuldades relatadas por determinados grupos
populacionais, como os idosos.
"No caso concreto dos idosos não podemos esquecer que houve um
esforço (...) e os medicamentos em Portugal estão mais baratos.
Porventura nunca estiveram tão baratos como agora", afirmou à agência
Lusa o secretário de Estado.»
Os nossos comentários...
«O ministro da Saúde, Paulo Macedo, comprometeu-se
esta quarta-feira a fazer um estudo alargado sobre os efeitos da crise
económica e financeira na saúde dos portugueses.
"Achamos que, independentemente de
estudos sectoriais, temos de fazer um estudo mais alargado sobre o
impacto da crise e vamos fazê-lo", declarou aos jornalistas no final de
uma visita ao laboratório militar em Lisboa.
Paulo Macedo referiu no entanto que estão já a ser concluídos dois
estudos mais específicos, um sobre o aumento das taxas moderadoras e
outro sobre o impacto da crise na saúde mental.»
Quem é que irá/está a participar na realização destes estudos? Será que algum Psicólogo participará/participa na realização do mesmo?
«Governo rejeita críticas O secretário de Estado Adjunto da Saúde rejeitou esta terça-feira as
críticas do Observatório da Saúde sobre a atenção dada ao impacto da
crise na saúde, lembrando que o preço dos medicamentos baixou e as
isenções das taxas moderadoras foram alargadas.»
Em compensação, onde ficou o acesso aos Psicólogos, que existem em número insuficiente no SNS?
Vão colocar mais Psicólogos para colmatar as falhas existentes para que seja possível dirimir o impacto da Crise na Saúde (Mental)?
«O Relatório de Primavera 2013 apresenta alguns indicadores
preocupantes sobre os efeitos da crise, como o aumento de tentativas de
suicídio e de casos de depressão e dificuldades de acesso a cuidados de
saúde.
Casos de depressão e de tentativa de suicídio aumentaram (por Nuno Ferreira Santo) No relatório do ano passado, os especialistas do
Observatório Português do Sistema de Saúde (OPSS) alertavam para um
“país em sofrimento”, com indícios de racionamento que estaria a
dificultar o acesso dos portugueses a cuidados de saúde. No deste ano, o
documento estratégico desmascara as “duas faces da saúde”, confrontando
a “versão oficial” com dados e estudos disponíveis sobre a “experiência
real das pessoas”. Um dos estudos mostra, por exemplo, que, entre uma
amostra de idosos com mais de 65 anos, residentes em Lisboa, cerca de
30% deixaram de utilizar alguns recursos de saúde por não poderem
comportar os custos. Outro fala num aumento de 47% de tentativas de
suicídio e de 30% dos casos de depressão registado numa unidade local de
saúde.
Pela primeira vez, o
Relatório da Primavera (que já vai na 14.ª edição) não faz a tradicional
análise dos indicadores oficiais sobre o desempenho do SNS, com
análises sobre os tempos de espera e outros dados. “Face à contínua
lacuna de conhecimento, causa directa da inexistência de uma
monitorização por parte do Ministério da Saúde, e perante o nível de
análise dos dados dos serviços de saúde (cujos resultados não parecem
indicar qualquer efeito da crise na saúde), o OPSS optou por recorrer a
outros níveis de evidência”, avisam.
Além de estudos
internacionais e outros trabalhos de investigação, os especialistas do
OPSS fizeram também uma recolha de dados da sua responsabilidade. Há,
por exemplo, os resultados de um questionário realizado em 2013, pela
Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), abrangendo uma amostra de 1252
idosos (com mais de 65 anos) da Área Metropolitana de Lisboa, que
revelam que “cerca de 30% responderam que já deixaram de utilizar alguns
recursos de saúde por não poderem comportar os custos, sendo que,
destes, cerca de 60% referiram a consulta particular, 48% a medicina
dentária, 47% referiram a aquisição de óculos e aparelhos auditivos e
25% serviços públicos de saúde de primeira necessidade”.
No capítulo da “Saúde Mental e Suicídio, Evidência Nacional”,
constata-se que, “em Portugal, não são conhecidos estudos que avaliem o
impacto da crise na saúde mental das pessoas”. Porém, baseados nos
registos dos médicos de família de uma unidade de saúde local sobre os
casos de depressão e de tentativas de suicídio, os especialistas
apresentam alguma evidência sobre a evolução deste indicador. “Na
Unidade Local de Saúde do Alto Minho verificou-se, de 2011 para 2012, um
acréscimo no diagnóstico de depressão de 30% para os homens e 31% para
as mulheres. Já relativamente aos registos de tentativas de suicídio, e
no mesmo período, verificou-se um acréscimo de 35% para os homens e 47%
para as mulheres”.
O Relatório de Primavera 2013 tem uma capa com três
pessoas sentadas na rua, junto a uma parede pintada com muitos pontos de
interrogação, e tem um título: Duas Faces da Saúde. A explicação dos
autores é simples: de um lado, temos um mundo “oficial, dos poderes,
onde, de acordo com a leitura formal, as coisas vão mais ou menos bem,
previsivelmente melhorando a curto prazo”. Esse será, segundo o OPSS,
uma das actuais faces da saúde em Portugal. Mas há outra. Apresenta-se
assim o mundo “da experiência real das pessoas, em que temos
empobrecimento, desemprego crescente, diminuição dos factores de coesão
social, e também uma considerável descrença em relação ao presente e
também ao futuro, com todas as consequências previsíveis sobre a saúde”.
Tal como no ano passado, os especialistas do OPSS continuam reféns de
um país em crise e das consequências que isso tem ou pode ter na saúde
dos portugueses.
O que pretendem oferecer com o Relatório de
Primavera é algo que consideram essencial para o futuro do SNS e que,
sublinham, o Governo ainda não conseguiu dar a conhecer: um diagnóstico
oficial, “a partir do qual seja possível organizar no terreno uma
resposta adequada aos efeitos da crise na saúde”.
No diagnóstico, o
OPSS constata que os cortes orçamentais são superiores ao exigido pela
troika e — tal como em anos anteriores — insiste na crítica sobre a
“ausência de estratégia de resposta às consequências da crise na saúde
da população”. “Previa-se uma redução da despesa total em saúde de 710
milhões de euros, superior aos 550 milhões necessários para implementar
as medidas da troika. Porquê e para quê? Qual o impacto nas instituições
e níveis de prestação de cuidados de saúde, nos doentes/cidadãos e nos
profissionais?”, questionam.
O documento dá ainda destaque ao
aumento das taxas moderadoras, concluindo que os valores referidos no
Memorando de Entendimento enquanto fonte de financiamento “não se
constituem como tal e o seu aumento poderá ser uma verdadeira barreira
de acesso aos cuidados de saúde”. Há ainda capítulos dedicados às áreas
dos cuidados de saúde primários e dos cuidados paliativos. Os
especialistas defendem que não foi cumprida a intenção de melhorar a
rede e investir nos modelos de Unidade de Saúde Familiar e sobre a
oferta aquém das necessidades nos cuidados paliativos, apresentam dados:
“Existe em Portugal uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por
cada 750.000 a 1.170.000 habitantes, sendo que as recomendações da EAPC
[European Association for Palliative Care] (2009) são de uma equipa por
100.000 habitantes”.
Pontos positivos Na
análise da governação durante o último ano — com registo da diminuição
do poder de compra, aumento do desemprego, da recessão, da dívida
externa, aumento da depressão, da taxa de tentativa de suicídio, de
mortes prematuras e de crimes contra terceiros e património — também há
aspectos positivos a realçar. “À luz do programa de ajustamento, foi
possível adoptar medidas que contribuíram para influenciar
favoravelmente uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis para a
área da saúde”, diz o relatório. E nota que, “na política do
medicamento, verifica-se que a efectiva baixa de preços que se tem
observado contribuiu para uma ligeira diminuição dos encargos dos
utentes com medicamentos”. O relatório avalia de forma positiva “o
alargamento dos programas de vigilância da saúde e das doenças crónicas,
os rastreios oncológicos, e o alargamento e melhoria dos cuidados
domiciliários” e ainda a continuidade de produção de Normas de
Orientação Clínica. O relatório é apresentado nesta terça-feira na
Fundação Gulbenkian numa sessão que vai contar com o ministro Paulo
Macedo.»
Ou seja, o ser humano necessita, antes de mais, de prover as suas necessidades mais básicas - fisiológicas (por exemplo, dormir, respirar, alimentar-se, etc.) e de segurança (por exemplo, segurança ao nível do emprego, dos recursos, da família, da saúde, etc). Quando estes tipos de necessidades estão mantidos, o ser humano passa a necessitar de se relacionar amorosamente e de promover relacionamentos sociais (amor e relacionamento), a ter necessidades de estima, de realização pessoal (desenvolver actividades criativas, tal como ir a concertos musicais ou outros eventos culturais, por exemplo). Com a crise económica que tem assolado o nosso país, as necessidades de segurança (e mesmo as fisiológicas) têm vindo a ser fortemente abaladas. Quantas famílias não têm o que comer, não têm qualquer segurança ao nível da manutenção do emprego (claro está, os que não o perderam ainda), estão em vias de não poderem prover as necessidades das suas famílias, se encontram em risco de perderem os tectos e as paredes que os protegem.
E quantos não entraram em desequilíbrio e não conseguem manter equilibradas as suas necessidades de segurança ao nível da saúde, seja por não terem forma de pagar a medicação e as consultas de que necessitam, seja por terem entrado em situação de desequilíbrio emocional (estados depressivos e situações exacerbadas de stress) em virtude de não verem saídas viáveis da situação de crise económica em que se encontram, de terem perdido a esperança de que a sua situação vá melhorar. E assim surgem os suicídios e as tentativas de suicídio, associados de forma indelével aos estados depressivos.
Ter consultas de Psicologia é uma mais-valia, um investimento nos dias de hoje, pois permite limitar estas situações, assim como as consequências da crise na saúde. E é para isso que existe o NuBE - Núcleo de Bem-Estar! Cuide da sua Saúde! Fale connosco! Estamos cá para o ajudar!
NuBE - Núcleo de Bem-Estar
Bússola D'Ideias - Centro Pedagógico
Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F Parque das Nações Sul 1990-183 Lisboa Tlf. 216 007 211 nube@bussoladideias.pt
«Na actual conjuntura de crise económica, a contenção
dos gastos e o estabelecimento de prioridades com base em critérios de
custo-efectividade e baseadas na evidência ganham especial relevância.
A Intervenção Psicológica permite uma redução dos gastos directos e
indirectos com a saúde e com a doença e, neste sentido, contribui para a
melhoria da eficiência dos serviços de saúde. Por outro lado, permite
uma melhoria substancial na saúde e na qualidade de vida dos cidadãos
que se reflectirá num aumento da produtividade e na redução do
absentismo laboral.
É conhecido o impacto da crise económica na saúde dos cidadãos.
Em Portugal este impacto reflecte-se num aumento do número de suicídios e
de consumo de anti-depressivos e ansiolíticos que se tem vindo a
acentuar nos últimos anos.
Existe evidência sobre a efectividade
da intervenção psicológica na melhoria do estado de saúde do cidadão e
na redução dos custos directos (redução número de consultas, do número
de dias de internamentos e do consumo de fármacos) e indirectos com a
doença (redução do absentismo; redução dos encargos do Estado com os
benefícios fiscais para o doente e menor produtividade).
A Ordem dos Psicólogos Portugueses publicou um relatório
que reúne um conjunto de estudos que demonstram o contributo da
Psicologia para a redução dos custos e melhoria da eficiência dos
serviços de saúde.
A intervenção psicológica apresenta um
custo-efectividade que possibilita não só pagar a própria intervenção
como obter ganhos em saúde. Isto acontece porque a intervenção
psicológica tem custos reduzidos e taxas de recuperação elevadas
comparativamente aos custos elevados da incapacidade.
A evidência
demonstra que a intervenção psicológica permite uma poupança de cerca de
20 a 30% nos custos directos da saúde, através da redução da utilização
dos cuidados de saúde. A consulta psicológica chega
mesmo a permitir uma diminuição das consultas de medicina familiar por
utente. Em utentes com patologia crónica como a diabetes, a hipertensão
arterial, cancro ou asma verifica-se que intervenção psicológica
dirigida à depressão e ansiedade permite reduzir os custos totais com a
doença em cerca de 20%.
Um estudo sobre a psicoterapia nos
cuidados de saúde permitiu verificar que 60,4% dos participantes referiu
ter procurado, nos últimos 3 anos, algum tipo de apoio psicológico. No
período de tempo a que se referiu o estudo (últimos três anos), 28% da
amostra total recorreu a profissionais de ajuda. Os resultados deste
estudo permitem verificar que a maioria dos consumidores afirma ter
melhorado e estar satisfeita com a intervenção psicológica desenvolvida,
quando esta pressupõe terapia verbal. A intervenção apenas baseada em
psicofármacos está associada a piores índices de melhoria e de
satisfação. A melhoria do estado emocional geral é encontrada em 80% dos
casos seguidos por psicólogos.
Recentemente a Directora-geral da
Comissão Europeia para a Saúde e Consumidores, Paola Testori-Coggi,
afirmou a relevância da Psicologia para a melhoria da saúde e bem-estar
dos cidadãos e para a implementação de estratégias europeias de saúde
como a “Health for all”.
Análises desenvolvidas pela OPP têm
demonstrado que existem Profissionais capacitados e prontos para
contribuir para a melhoria da saúde mental da população e para
recuperação económica do país. No entanto esta tem sido uma oportunidade
perdida, pois não tem sido feita uma aposta política na implementação
da consulta de psicologia a nível nacional.
A distribuição de psicólogos é assimétrica e desfasada das necessidades de procura,por exemplo oAlentejo
é a região do país com o maior número de suicídios e com um maior
envelhecimento da população, sendo também das que apresenta menor número
de psicólogos integrados no Sistema Nacional de Saúde. Desta forma
desperdiçam-se recursos e não se melhora a saúde da população.
A
ausência de um investimento forte na criação de uma boa coberta
nacional de consulta psicológica nos cuidados de saúde, nomeadamente nos
cuidados de saúde primários, teria um impacto imediato na saúde dos
cidadãos e na poupança para do Serviço Nacional de Saúde. Neste dia da Saúde Mental a Ordem dos Psicólogos informa que está desenvolver um plano de acção para a implementação da figura do Psicólogo de Família nos Cuidados de Saúde Primários. O Psicólogo de Família
será o primeiro elo de ligação entre o cidadão e os cuidados
psicológicos e permitirá assegurar uma maior cobertura do acesso e das
necessidades de saúde da população.
Uma melhor organização da
consulta psicológica nos cuidados de saúde primários permitirá
desenvolver respostas mais efectivas às necessidades e fazer face ao
aumento esperado da procura de apoio psicológico.
Este
profissional deverá trabalhar em estreita colaboração com o médico de
família na identificação e diagnóstico precoce de perturbações complexas
que requerem referenciação para especialista. Assim, para além da
intervenção psicológica, que já realiza no âmbito do seu trabalho, o
Psicólogo poderá realizar actividades de triagem, reencaminhando os
utentes para especialistas quando a complexidade e especificidade do
caso assim o determinar (exemplo: psicólogo especialista em crianças e
adolescentes). Através de um acompanhamento de proximidade, da
identificação e de diagnóstico precoce de situações de maior
complexidade é possível intervir adequadamente e referenciar os utentes
para cuidados especializados, contribuindo assim para uma maior eficácia
da intervenção psicológica, para melhoria da saúde dos cidadãos e para
recuperação económica do país.
Tem de haver uma afirmação
inequívoca de compromisso das autoridades e demais agentes de saúde com a
promoção da saúde Mental dos Portugueses. A Ordem dos Psicólogos está
disponível para contribuir activamente para o desenvolvimento de
soluções inovadoras que permitam uma rápida recuperação da crise.
Esta Tomada de Posição também pode ser consultada aqui.»
De acordo com as notícias infra-referidas, este estudo científico compara o índice de stress de uma amostra de professores portugueses com os índices de stress da população Norte-Americana. Não tendo lido o artigo original (escrito pelo Dr. Alexandre Ramos), uma vez que não o encontrei, não tenho como verificar as informações veiculadas pela notícia em causa. Logo, não tenho como verificar se a amostra dos professores portugueses utilizada é representativa da população toda de professores portugueses.
Até porque é diferente se verificamos os níveis de professores a darem aulas em zona urbana ou rural, ou se são professores efetivos ou a contrato, a trabalhar ou desempregados, se trabalham com populações favorecidas ou desfavorecidas (o sentimento de segurança versus insegurança será diferente, o que afetará os índices de stress). E é igualmente diferente se estes dados estão a ser comparados com professores Norte-Americanos, a população Norte-Americana em geral, ou uma faixa da população Norte-Americana que tenha vivido (ou não tenha, de todo) uma experiência de vida stressante (por exemplo, um atentado, ou que resida numa zona com elevados índices de criminalidade, etc). No entanto, preocupa-me a (falta de) qualidade de vida (e da Saúde) dos nossos Professores e das consequências nefastas que tal possa ter tanto nas suas vidas privadas (enquanto pessoas e membros de famílias), como nas suas vidas profissionais. Preocupa-me que o seu desempenho venha a ser afetado (porque o Síndroma de Burnout influencia negativamente o desempenho profissional) e que os seus alunos se venham igualmente a ressentir. PÚBLICO «Professores portugueses com mais stress do que população norte-americana»
Link JORNAL DE NOTÍCIAS «Professores têm mais stress do que sociedade norte-americana» Link