Google+
Mostrar mensagens com a etiqueta Stress. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Stress. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de julho de 2013

Portal dos Psicólogos: Rui Manuel Carreteiro - O stress e o exercício físico




O stress e o exercício físico
por Rui Manuel Carreteiro (2003)


Artigo publicado na revista Fitness.

Palavras-chave: Stress, desporto, exercício físico.

Praticamente todos os dias ouvimos falar de Stress e dos seus efeitos negativos na nossa saúde e bem estar. Todos os anos, os médicos prescrevem milhões de antidepressivos, tranquilizantes e hipnóticos que resolvem apenas parte do problema. 

Mas ao contrário do que se pensa, o stress não merece uma visão tão negativa, já que sem ele, provavelmente nem nos conseguiríamos levantar ou realizar as tarefas do nosso dia-a-dia. Todo o bom desportista sabe que na realidade o stress até pode constituir uma fonte de prazer. 

O efeito real e imediato daquilo a que chamamos stress é a activação de todos os recursos disponíveis, o que se revela indispensável em toda uma variedade de circunstâncias desde situações de emergência, de avaliação ou competição. O aumento da ansiedade melhora o desempenho, mas apenas até certo ponto a partir da qual a relação inicialmente positiva passa a negativa, decrescendo o desempenho à medida que a ansiedade aumenta. 

Assim, é perfeitamente normal (e até importante) algum nível de ansiedade durante as provas desportivas, a fim de maximizar o desempenho. O problema surge quando o nível de ansiedade se revela excessivo e logo desadaptativo, prejudicando os resultados. 

Quase todos os acontecimentos são passíveis de provocar stress. Alguns são perfeitamente óbvios – como o desemprego, divórcio, doenças graves... – outros, nem por isso – actividades difíceis de conciliar, imprevistos, frustrações, etc. 

Todos sabemos que o exercício físico melhora a saúde: As estimativas indicam que a boa forma física reduz o risco de morte em 40%. O Exercício físico proporciona sensações de prazer, autocontrole e, quando praticado regularmente pode mesmo ajudar a controlar as dependências. Desta forma praticando exercício físico estamos a apostar na nossa saúde e a contribuir para a prevenção e redução dos níveis do stress

A tensão muscular é um dos sintomas mais frequentes do stress. As postura incorrectas e o estilo de vida geralmente adoptado no dia-a-dia – em que geralmente a única parte do corpo que exercitamos são os dedos, para escrever ao computador – em nada colaboram para melhorar esta situação. 

Contrariamente ao que a maioria das pessoas considera, a relaxação é muito mais do que estar deitado num bom sofá a ouvir música clássica, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso. 

Devido à íntima relação entre o corpo e a mente, tensão mental implica tensão muscular e vice-versa, pelo que a relaxação se revela particularmente importante no combate ao stress

Infelizmente, e apesar destas inúmeras vantagens a prática de exercício físico continua a apresentar uma taxa relativamente baixa na nossa sociedade. Entre as razões para este facto, vamos encontrar a alegada falta de tempo e a falta de motivação. 

Tente encontrar uma actividade desportiva que se revele particularmente atraente para si – o local de prática e o apoio dos instrutores revela-se aqui especialmente importante. Se encontrar um local aprazível e puder contar com a companhia de um amigo vai certamente descobrir algum tempo que na realidade ainda lhe restava para a prática de desporto e, é sempre bom lembrar, tempo é dinheiro, mas com a aplicação do seu tempo no desporto está a fazer um investimento altamente rentável na sua saúde. 

Procure a velha máxima da mente sã em corpo são – mens sana in corpore sano – e verá como conseguirá ter uma vida muito mais saudável e harmoniosa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

NOTÍCIAS: Índices de Stress dos Professores Portugueses mais elevados do que os da População Norte-Americana

De acordo com as notícias infra-referidas, este estudo científico compara o índice de stress de uma amostra de professores portugueses com os índices de stress da população Norte-Americana.
Não tendo lido o artigo original (escrito pelo Dr. Alexandre Ramos), uma vez que não o encontrei, não tenho como verificar as informações veiculadas pela notícia em causa. Logo, não tenho como verificar se a amostra dos professores portugueses utilizada é representativa da população toda de professores portugueses.

Até porque é diferente se verificamos os níveis de professores a darem aulas em zona urbana ou rural, ou se são professores efetivos ou a contrato, a trabalhar ou desempregados, se trabalham com populações favorecidas ou desfavorecidas (o sentimento de segurança versus insegurança será diferente, o que afetará os índices de stress).

E é igualmente diferente se estes dados estão a ser comparados com professores Norte-Americanos, a população Norte-Americana em geral, ou uma faixa da população Norte-Americana que tenha vivido (ou não tenha, de todo) uma experiência de vida stressante (por exemplo, um atentado, ou que resida numa zona com elevados índices de criminalidade, etc).

No entanto, preocupa-me a (falta de) qualidade de vida (e da Saúde) dos nossos Professores e das consequências nefastas que tal possa ter tanto nas suas vidas privadas (enquanto pessoas e membros de famílias), como nas suas vidas profissionais. Preocupa-me que o seu desempenho venha a ser afetado (porque o Síndroma de Burnout influencia negativamente o desempenho profissional) e que os seus alunos se venham igualmente a ressentir.


PÚBLICO 
«Professores portugueses com mais stress do que população norte-americana»
Link

JORNAL DE NOTÍCIAS
«Professores têm mais stress do que sociedade norte-americana»
Link