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domingo, 7 de dezembro de 2014

Violência Doméstica: Um crime de crescimento diário.

JN: «Violência em casa já matou 40 mulheres»

«Só esta semana duas mulheres morreram às mãos dos companheiros, totalizando 40 este ano, pelas contas do JN. Associações pedem penas mais duras para os agressores em vez de tirar vítimas de casa.

Relatório sobre a violência doméstica vai ser apresentado esta terça-feira
O número de mulheres mortas em contexto de violência de intimidade voltou a aumentar este ano. Os números do relatório anual do Observatório das Mulheres Assassinadas vão ser apresentados terça-feira e, embora sem querer divulgar antecipadamente o número total, Elisabete Brasil confirmou, ao JN, que em novembro já ultrapassava as 37 que o observatório da UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta contabilizou como total do ano passado. As contas do JN apontam para 40 vítimas mortais até agora.»

Quando é que a Sociedade Portuguesa deixará de acreditar que entre uma família ninguém deve interferir?
Quando é que a Sociedade Portuguesa vai deixar de proteger criminosos? Quando passará a proteger as vítimas?

Quando é que a Legislação Portuguesa vai passar a punir estes criminosos?

Para quando uma Sociedade Portuguesa mais justa e igual para as mulheres?


Por favor, entre marido e mulher, alguém meta a colher!!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

JORNAL DE NOTÍCIAS: «Absolvido homem acusado de agredir violentamente a mãe e os irmãos»

Porque a violência doméstica, seja conjugal ou não, se esconde atrás do muro da vergonha e da lealdade para com a família, ainda que esta seja o agente agressor.

Como diria Mario Puzo em The Family, «The strength of a family, like the strength of an army, is in its loyalty to each other.»


Jornal de Notícias

Absolvido homem acusado de agredir violentamente a mãe e os irmãos


«O Tribunal de Braga absolveu, esta sexta-feira, um homem de 21 anos acusado de agredir violentamente a mãe e os irmãos, devido à falta de provas resultante do muro de silêncio "levantado" pelo arguido e pelas alegadas vítimas.
O arguido, acusado pelo Ministério Público (MP) de um crime de violência doméstica, escusou-se a prestar declarações, uma postura também assumida pela sua mãe e pelos seus dois irmãos, as únicas testemunhas de acusação. 
Assim sendo, o julgamento não durou mais de cinco minutos, tendo o juiz proferido a sentença logo a seguir. 
O juiz lembrou ao arguido que para a absolvição "muito contribuiu a boa vontade" da mãe e dos irmãos e aconselhou-o a pensar "muito bem o que quer fazer daqui para a frente, porque da próxima vez poderá não contar com mesma benevolência dos familiares". 
Segundo a acusação, deduzida pelo MP, o principal alvo da agressividade do arguido era a mãe, de 52 anos, e que padece de fibromialgia e de problemas de coluna. 
Os factos decorriam na casa onde viviam, em Lomar, Braga. 
"Sempre que se exaltava, por vezes sem motivo que o justificasse, ameaçava a mãe, dizendo-lhe que a mataria, que lhe bateria e que lhe daria 'um murro dos seus que lhe rebentaria a cabeça', chegando mesmo a empunhar uma navalha contra a mesma e dizer-lhe que lha espetava", referia a acusação. 
Acrescentava que as agressões eram praticadas de forma reiterada desde inícios de 2012 até março de 2013, incluindo murros, pontapés, cabeçadas e, até, dentadas. 
A violência do arguido estender-se-ia também aos seus dois irmãos, de 18 e 16 anos, sempre que estes iam em socorro da mãe. 
Ainda segundo a acusação, num dos episódios, o arguido, depois de insultar verbalmente a mãe, agrediu-a com um murro e mordeu-lhe uma perna. 
Noutra ocasião, mordeu a cara da mãe, depois de esta o ter avisado de que, se continuasse com aquela postura, o poria fora de casa, sublinhou o MP.
O arguido foi ainda acusado de ter dado bofetadas e pontapés na mãe quando esta lhe retirou as chaves de casa.
A irmã foi em socorro da mãe e o arguido acabou por fechar as duas à chave, num quarto, explicava a acusação, dando conta de que uma das agressões mais violentas terá acontecido a 5 de fevereiro, quando o arguido deu uma cabeçada à mãe que a deixou inanimada.
Mordidelas e pontapés terão acontecido, pelo menos, em mais duas ocasiões, mas nunca a vítima recorreu ao hospital, "tratando-se em casa, por vergonha".
O arguido, que entretanto já não vive na casa da mãe, também se automutilaria em frente aos irmãos, "causando-lhes sofrimento físico e psíquico".»