Partilho convosco alguns flyers alusivos ao meu trabalho.
Pretende-se, com a criação desta página, divulgar a intervenção psicológica ao nível da Prevenção, da Terapêutica e da Comunidade, junto de crianças e adolescentes, adultos e seniores, nos contextos clínico, educacional, forense, organizacional e formativo.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Intervenção Profissional
sábado, 5 de maio de 2012
NOTÍCIAS: «Escola de Portimão pôs crianças a policiar colegas no recreio»
A notícia vale o que vale. Como sabemos, as notícias são interpretações da realidade por parte dos jornalistas.
No entanto...
1. Eu não fomentaria a figura do "bufo"/"chibo" junto de crianças. Até porque, se não for um programa bem criado, pode correr mal. Ou seja, utilizaria outras tarefas que pudessem promover o recurso a comportamentos não violentos na escola.
2. Todavia, a utilização de pares é positiva na contenção de situações várias e mesmo como facilitadores na diminuição de situações problemáticas, dependendo do modo como este recurso é utilizado, claro.
3. O que é que os pais entendem por "antipedagógico"? Já agora, deram alternativas?
No meu entender, aprender a dirimir situações potencialmente violentas é extremamente pedagógico. Aliás, ensina a desenvolver estratégias que podem ser extrapoladas para muitas outras situações.
PÚBLICO
No entanto...
1. Eu não fomentaria a figura do "bufo"/"chibo" junto de crianças. Até porque, se não for um programa bem criado, pode correr mal. Ou seja, utilizaria outras tarefas que pudessem promover o recurso a comportamentos não violentos na escola.
2. Todavia, a utilização de pares é positiva na contenção de situações várias e mesmo como facilitadores na diminuição de situações problemáticas, dependendo do modo como este recurso é utilizado, claro.
3. O que é que os pais entendem por "antipedagógico"? Já agora, deram alternativas?
No meu entender, aprender a dirimir situações potencialmente violentas é extremamente pedagógico. Aliás, ensina a desenvolver estratégias que podem ser extrapoladas para muitas outras situações.
PÚBLICO
«Escola de Portimão pôs crianças a policiar colegas no recreio»
«Na escola do 1.º ciclo do Pontal, em Portimão, os tempos de recreio passaram a ser acompanhados por uma "patrulha de segurança", constituída por professores e alunos, com o objectivo de "prevenir agressões" e "promover atitudes e comportamentos socialmente mais adequados".
O projecto dá pelo nome de PSP (Patrulha de Segurança do Pontal). Estas iniciais estão inscritas nas t-shirts brancas que devem ser utilizadas pelas crianças que integram a patrulha.
A constituição da patrulha está prevista no plano anual de actividades para o 1.º ciclo do agrupamento vertical de escolas D. Martinho de Castelo Branco, onde está inserida aquela escola. Segundo a descrição feita por alunos, a patrulha deve efectuar "rondas no recinto escolar nos horários críticos da escola, valorizando sempre o diálogo".
Por considerarem que o projecto é "antipedagógico" e propiciador de "situações de bullying", os pais dos alunos de uma turma do 4.º ano solicitaram, em Março, a extinção deste projecto. Primeiro numa carta dirigida a responsáveis do agrupamento e depois, face à ausência de respostas destes, à Direcção Regional de Educação do Algarve e à Inspecção-Geral de Educação e Ciência (IGEC).
Nestas cartas os pais dizem ter sido informados da existência da patrulha no início de Março, durante uma reunião com a professora da turma. Foi-lhes dito que a patrulha era integrada "por duas crianças de cada turma" e que a sua missão era a de "tomar nota do nome dos colegas da escola que apresentam comportamentos inadequados". "Estes nomes serão colocados em local público para que toda a comunidade escolar tenha conhecimento dos mesmos", acrescentam.
A IGEC já concluiu a sua averiguação. Questionado pelo PÚBLICO, o gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência esclareceu que "fez uma recomendação à escola de que, sempre que possível, envolvesse os encarregados de educação nos projectos a desenvolver". Nada mais. Contactado pelo PÚBLICO na semana passada, o director do agrupamento, José Ramos, indicou que a actividade foi entretanto suspensa para os alunos da turma cujos pais reclamaram. "Temos 21 turmas e só houve queixas dessa", justificou. O responsável escusou-se a prestar esclarecimentos sobre as razões que levaram à criação da patrulha e os resultados desta actividade.
O "código deontológico" elaborado para a patrulha de segurança estabelece que as "situações dignas de registo" são aquelas que envolvam "agressões físicas", "agressões verbais, quando forem ofensivas para o aluno ou para os seus familiares, funcionários e professores" e "má utilização das instalações, equipamentos e materiais".
Os pais que protestaram contrapõem: "As crianças têm como principal função aprender, tendo direito a um intervalo para brincar. Não têm de "espiar" os colegas." Lembram também que ninguém os esclareceu ainda de "quem seria o responsável", no caso de existir "alguma situação de agressão entre alunos" provocada pelo facto "de uns estarem a apontar nomes de outros para mais tarde serem entregues à professora".
O plano anual de actividades, que contempla a constituição da patrulha de segurança, foi aprovado pelo conselho geral, o órgão máximo do agrupamento onde têm assento representantes dos professores, dos pais, da autarquia e da comunidade. Por lei, o conselho pedagógico tem também de dar parecer sobre o plano anual de actividades.»
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CISM - Gestão de Stress em Incidente Crítico
O que é o CISM (Critical Incident Stress Management)?
«O CISM é um programa estruturado com o fim de garantir a assistência e apoio psicológico a quem estiver envolvido num incidente crítico.
Para além de estar vocacionado para este apoio e acompanhamento durante a crise (a crise representa uma ruptura no equilíbrio psicológico)inclui ainda um programa educacional. Esta última componente engloba um plano de educação para a promoção da saúde, efectivo e com fins preventivos. Além disso permite que os indivíduos aprendam a lidar com uma situação indutora de stress no momento em que ela ocorre e nos momentos posteriores.
O programa CISM começa antes do incidente: com informação, educação e formação, possibilitando mudanças ao nível da cultura empresarial, relativas à área dos Factores Humanos.»
O que é um Incidente Crítico?
«Qualquer evento, relacionado com o trabalho, que cause uma reacção emocional forte com potencial para dominar as estratégias de coping usualmente eficazes, de um indivíduo ou de um grupo e com poder para interferir na capacidade de desempenharem as suas funções naquele momento ou mais tarde»
Exemplos: o falecimento de um familiar; amigo ou colega; a perda do emprego; sofrer um acidente de viação; ser-se assaltada/o; ser-se violada/o; sofrer-se uma agressão; catástrofes naturais, etc.
O que é o Stress de um Incidente Crítico?
«é a reacção de stress que uma pessoa ou um grupo tem a um incidente crítico. É caracterizado por um vasto número de sinais e sintomas cognitivos, físicos, emocionais e comportamentais. Podem manter-se durante alguns dias ou por um período de tempo mais prolongado. São reacções normais a um evento anormal.»
O que é uma Intervenção CISM?
«É um processo formal, estruturado e profissionalmente reconhecido com o objectivo de ajudar aqueles que estiveram envolvidos num incidente crítico. É um processo educativo, voluntário e confidencial.»
Alguns dos sinais ou sintomas possíveis de stress decorrentes de um incidente crítico
Físicos
- Fraqueza
- Tonturas
- Náuseas
- Fadiga
- Dores no peito
- Dores de cabeça
- Pressão arterial alta
- Vómitos
- Tremores
- Taquicardia
- Sudação intensa
Cognitivos
- Pesadelos
- Confusão, incerteza
- Hipervigilância, desconfiança
- Incapacidade na resolução de problemas
- Falta de atenção, falta de concentração
- Alterações de memória
- Desorientação temporal, local ou pessoal
- Dificuldade em identificar objetos/pessoas
Emocionais
- Medo, apreensão, pânico
- Culpa
- Dor
- Rejeição
- Ansiedade, agitação, irritabilidade, fúrias
- Depressão, angústia intensa
- Perda de controlo emocional
- Resposta emocional desapropriada
Comportamentais
- Atitudes antissociais
- Incapacidade para descansar, hiperatividade
- Movimentos assíncronos
- Alterações de comportamento
- Alterações da fala
- Alteração do apetite
- Hipersensibilidade
- Aumento do consumo de álcool
- Aumento do consumo do tabaco
- Alteração dos métodos normais de comunicação
Sofri um Incidente Crítico? O que fazer?
Se foi protagonista de um acontecimento traumático ou incidente crítico, mesmo depois de tudo acabado poderá sentir, de imediato ou posteriormente, reações fortes quer emocionais, quer físicas.
«Por vezes, as emoções post-traumáticas (ou reacções ao stress) surgem logo após o sucedido. Outras vezes aparecem horas ou dias depois. E, em alguns casos, semanas e até meses.
Os sinais e sintomas de stress podem durar dias, semanas, meses ou até mais dependendo da percepção e interpretação do sucedido.»
Assim logo que possível, e quanto mais cedo melhor, contacte um profissional certificado em Intervenção em Crise ou a sua equipa CISM (um dos Pares ou o Coordenador Nacional, caso haja). Eles estão preparados para lhe dar apoio seja a que hora for e no local que escolher.
Por vezes poderá ser necessária a intervenção de um profissional de saúde; o profissional certificado, tal como o Coordenador Nacional e os Pares sabem quando devem fazer o encaminhamento.
Possíveis formas de lidar com as respostas de stress - Nas primeiras 24/48h
- Períodos de exercício físico alternados com períodos de descanso poderão aliviar algumas reações físicas
- Organize o seu tempo, mantenha-se ocupado. Lembre-se que está a ter reações normais a uma situação anormal.
- Falar sobre o que aconteceu e como reagiu ajuda.
- Evite a ingestão excessiva de medicação e álcool.
- Não se isole. Procure a companhia e apoio de amigos e família.
- Lembre-se que os que o rodeiam também se encontram sob tensão.
- Escreva o que vai sucedendo durante as horas de vigília.
- Faça atividades que lhe agradem.
- Não faça mudanças radicais quanto ao seu estilo de vida.
- Descanse.
- Faça refeições equilibradas regularmente, mesmo que não lhe apeteça.
- Tome o máximo de decisões possíveis, de forma a sentir que tem controlo sobre a sua vida (por exemplo, decida o que quer comer, mesmo que não tenha uma ideia concreta).
- Pensamentos repetitivos/intrusivos, sonhos e retrospetivas são normais - tente não lutar contra eles, pois irão diluir-se ao longo do tempo e tornar-se-ão menos dolorosos.
Informação útil para amigos e familiares
- Oiçam com atenção;
- Disponham de tempo para passar com a pessoa traumatizada;
- Ofereçam-se para ajudar e ouvir;
- Demonstrem-lhes confiança;
- Auxiliem-nos nas tarefas diárias, tais como: limpar, cozinhar; olhar pela família, cuidar das crianças;
- Deixem-nos algum tempo a sós
- Não suponha que qualquer atitude de fúria ou similar é contra si;
- Não lhes diga que “podia ter sido pior” – as pessoas traumatizadas não se consolam com tais argumentos. Por outro lado lamente o ocorrido e demonstre que o compreende e que deseja auxiliá-lo
Retirado e adaptado de NAV - CISM.
Ana Simões
Psicóloga
Certificada em Intervenção em Crise pelo ICISFT. (351) 962 569 879
Email: ana.simoes.psicologa@gmail.com
quinta-feira, 3 de maio de 2012
CONGRESSOS: III Jornadas contra a Violência
III Jornadas contra a Violência
25 de Maio 2012, Santarém
«No próximo dia 25 de Maio irá decorrer a terceira edição das Jornadas contra a Violência. Este evento terá lugar na Casa do Brasil, em Santarém.Esta edição das Jornadas contra a Violência vai contar quatro painéis, que irão abordar as seguintes temáticas: Violência em contexto escolar; Violência contra crianças e jovens em contexto familiar; Stalking - assédio persistente, perseguição; e Segurança Sénior.Além de técnicos da APAV, o painel de oradores deste seminário inlcui representantes da Câmara Municipal de Santarém, Escola Superior de Educação de Santarém, Universidade Fernando Pessoa, CPCJ e GNR, entre outras outras instituições.O programa inclui ainda actividades extra: exibição do filme "Dou-te os meus olhos" (Casa do Brasil, dia 25, 21h30); e workshop de defesa pessoal (pavilhão gimnodesportivo, dia 26, 15h).
Inscrição:5€ para profissionais; grátis para estudantesas inscrições podem ser feitas para apav.santarem@apav.pt ou 243 356 505»
ANIVERSÁRIOS: Karl Abraham, Psicanalista
Karl Abraham, Psicanalista (Bremen, 3 Maio, 1877 - Berlim, 25 Dezembro,1925)
Tomou contacto pela primeira vez com a Psicanálise através de Carl Jung.
Psicanalista alemão, foi um dos primeiros discípulos de Freud.
Psicanalista alemão, foi um dos primeiros discípulos de Freud.
Utilizou a Psicanálise para explicar mitos e lendas, assim como tradições populares.
Foi analista de Melanie Klein, entre outros.
Mezan, R. (1999). O Inconsciente segundo Karl Abraham. In Psicologia USP, 10 (1).
Retirado a 03/05/2012 de http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65641999000100004&script=sci_arttext
quarta-feira, 2 de maio de 2012
NOTÍCIA: Discriminações, abusos e consequências
«O colega de quarto era gay. Filmou-o a ter sexo, espalhou na net. O colega matou-se.»
«Um jovem de 18 anos, de ar frágil, tímido, violinista talentoso (toca já numa orquestra), vai estudar para a universidade em Nova Iorque. No quarto que divide, a universidade coloca um estudante de características opostas: assertivo, arrogante, vaidoso, e hábil nos computadores.
O primeiro chama-se Tyler, o segundo Ravi. De nacionalidade indiana, Ravi tem várias objeções a Tyler. Entre elas, a origem relativamente modesta (o tipo é pobre, diz Ravi com desprezo em mensagens a amigos) e o facto de ser gay.Ravi descobriu tudo isso através da Internet. Tyler participa regularmente num fórum chamado Just Us Boys. O nome -- só nós rapazes -- parece auto-evidente. Nem era preciso Ravi ter lá entrado.Esse convívio terá dado coragem a Tyler para se assumir ante os seus pais, pouco tempo antes. O pai apoiou-o, a mãe reagiu mal. O menos grave que lhe disse foi que precisava de tempo.
Pediu o quarto para o serão
Quando segue para a universidade, Tyler está um bocado angustiado. Consta que no computador tinha fotografias da ponte George Washington, uma estrutura majestosa que se destaca sobre o rio Hudson, na parte norte de Manhattan.Logo à partida compreende que o contacto com Ravi não é fácil. Mas como também é escasso, aguenta. Entretanto, na internet conhece um homem um pouco mais velho, com quem combina um encontro. Pede a Ravi que lhe ceda o quarto durante um serão -- tradição académica geralmente respeitada por lá.Ravi acede. Mas antes de sair, deixa o seu computador ligado (écran escuro, para disfarçar) e com a camera a apontar para a cama de Tyler. Nas horas seguintes, a sua intuição confirma-se. Tyler e o tal homem mantêm uma relação íntima.Ravi espalha logo a história. E quando dias depois Tyler lhe volta a pedir o quarto, resolve aproveitar a ocasião para uma produção maior. Fala a uma colega próxima, manda recados no Twitter. O mundo inteiro tem que ver. Na noite marcada, lá está o evento, embora não se tenha chegado de facto a filmar tudo.
'Crimes de ódio'
No julgamento agora em curso, onde Ravi é acusado de invasão de privacidade e 'crimes de ódio', o homem com quem Tyler teve sexo conta que logo na altura suspeitou que os dois estavam a ser espiados. Uma impressão reforçada pela meia dúzia de estudantes que viu a rir de si nessa noite quando deixou o dormitório.
Tyler, esse, não esperou muito para reagir. Embora baralhado, apresentou queixa na universidade (nos EUA, esse género de atitude é levada a sério), solicitando mudança de quarto. Ravi ainda tentou enviar-lhe uma mensagem a pedir desculpa, mas nessa altura Tyler já estava a saltar da ponte George Washington. O corpo levaria algum tempo a ser encontrado.Momentos antes de se atirar, enviou ele próprio uma mensagem aos amigos: "Saltando da ponte GW. Desculpem". O seu computador ficou no tabuleiro da ponte. E a defesa de Ravi tenta sugerir que o suicídio foi um gesto tão infantil como diz ter sido a atitude de Ravi.»
«Condenado o estudante que filmou colega gay a ter sexo, levando-o a matar-se»
«O jovem estudante indiano Ravi Dharun, tristemente associado desde 2010 a uma história aqui relatada há duas semanas -- a de um outro estudante, seu colega de quarto, que cometeu suicídio após perceber que Ravi o filmara secretamente a ter relações íntimas com um homem mais velho no quarto que ambos os estudantes partilhavam -- foi declarado culpado por um júri num tribunal americano.Ravi, recorde-se, não estava acusado de ter causado a morte de Tyler Clementi, mas de invasão de privacidade e de 'crimes de ódio' (ou seja, crimes relacionados com preconceito, no caso anti-gay; o efeito de intimidação foi considerado elemento essencial) bem como ainda de destruição de provas.Este último aspecto referia-se ao pormenor de Ravi, após o suicídio, haver tentado apagar as posts que pusera no Twitter a convidar outras pessoas a assistir à sua transmissão directa de mau gosto a partir do quarto.
Questões de motivação
Como os factos básicos não estavam em causa no julgamento -- o rasto electrónico não permite dúvidas -- ficaram as questões psicológicas: as motivações do jovem que espiou e do que se matou. Os jurados, pelos vistos, consideraram claros e suficientes os indícios de má intenção por parte de Ravi.Não terá ajudado um mail que ele enviou a uma amiga após receber a notícia do suicídio de Tyler, comentando que o pobre coitado não tinha amigos, portanto até fazia sentido. Sobre o seu próprio papel, nem uma vírgula.A sentença ficou para breve. Como antes do julgamento Ravi recusou uma proposta de acordo feita pela acusação, segundo a qual admitiria crimes mas escapava à cadeia, é provável que acabe por ter de cumprir algum tempo.Seja como for, deverá acabar por ser deportado para o seu país natal. Para alguém ambicioso ao ponto de fazer pouco do colega não só por ser gay como por ser 'pobre' (i.e. não tão rico como ele próprio, ou mais precisamente a sua família), é um golpe duro. Na perspectiva de Ravi, a Índia talvez não tenha exactamente o mesmo cachet que Nova Iorque.»
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