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Pretende-se, com a criação desta página, divulgar a intervenção psicológica ao nível da Prevenção, da Terapêutica e da Comunidade, junto de crianças e adolescentes, adultos e seniores, nos contextos clínico, educacional, forense, organizacional e formativo.

«Por Marta F. Reis, publicado em 28 Jun 2012 - 15:13 | Actualizado há 1 hora 1 minuto
Rede embrionária na Europa quer tirar a psicoterapia da obscuridade e torná-la a resposta de primeira linha para os doentes com perturbações psicológicas
Dados nacionais sobre sessões de psicoterapia no país, no público ou no privado, não existem. Nem sobre especialistas em psicoterapia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nem sobre consultórios privados. Sabe-se que psicólogos, que podem ou não ter esta especialidade, são 221 para 400 centros de saúde. Nos hospitais há 431 médicos psiquiatras – com ou sem especialidade em psicoterapia – e destes, só 17 estão no Alentejo e Algarve. Há depois 198 internos em todo o país.Em contraponto, os dados sobre o consumo de medicamentos antidepressivos estão actualizados até Maio: o número de embalagens vendidas nas farmácias aumentou 6,3%, para 2,9 milhões (as comparticipadas pelo Estado aumentaram 11,5%). Um grupo de psicoterapeutas, unidos na Rede de Cuidados Psicoterapêuticos, pretende combater o que defende ser um excesso de investimento na medicação – e défice nos cuidados terapêuticos desenvolvidos pelas ciências psicológicas. Sobretudo, quando há uma crise em pano de fundo que pedia respostas mais profundas a nível nacional.Jorge Gravanita, psicólogo clínico e psicoterapeuta, representa em Portugal a Network for Psychotherapeutic Care in Europe. O projecto ganhou fôlego nos últimos meses e visa, para já, um levantamento das necessidades e assimetrias nos cuidados da psicoterapia na Europa e promover novas políticas junto dos decisores políticos. Em Fevereiro, a rede esteve no Parlamento Europeu e terá uma nova reunião em Setembro, enquanto continua o trabalho de casa: diagnosticar lacunas e traçar o caminho a seguir.“As políticas europeias em saúde mental têm privilegiado quase em absoluto o tratamento com drogas psicotrópicas. É muito grave. Todos os estudos indicam que o tratamento de primeira linha devia ser a psicoterapia, sem necessidade de recorrer à medicação”, diz Gravanita, também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Segundo o especialista, o consenso entre psicoterapeutas é que 90% dos casos que chegam ao consultório não precisariam da medicação. Em Portugal, acontece o contrário: o último eurobarómetro dedicado à saúde mental, de 2010, revelou que 15% dos portugueses tinham tomado antidepressivos nos 12 meses anteriores, o dobro da média europeia, tendo Portugal a maior prevalência do consumo.Jorge Gravanita acredita que parte deste recurso excessivo aos medicamentos tem a ver com alguma “obscuridade” da psicoterapia: não existe no SNS mas também não está coberta nos seguros de saúde, pelo que não é viável para a as carteiras de muitos portugueses. Por outro lado, reflecte uma sociedade “consumista” que contamina a saúde e encara como mais fácil tomar um medicamento. “Há um sobreinvestimento numa área que é muito rentável mas que depende de alguma aleatoriedade e pode até ser prejudicial: há resultados de eficácia manipulados e por avaliar a longo prazo.”A alternativa, que propõem e querem que seja discutida entre especialistas, seria tornar a psicoterapia parte dos cuidados básicos de saúde, como pólo de intervenção para o qual psicólogos ou médicos de família pudessem encaminhar doentes, ao mesmo tempo que se investia na prevenção. Sem esta rede, defende, os tratamentos estão a ser adiados: “As pessoas não estão a resolver os problemas, estão a evitá-los. O medicamento funciona como analgésico: a pessoa não reflecte porque é que a família se está a dissolver, por que razão há dificuldades de comunicação”, exemplifica. “A saúde é conseguirmos lidar com os problemas. Há frustração e tristeza e tudo isto tem de ser trabalhado. Há uma dimensão humana que tem de ser reintroduzida nos cuidados de saúde.”O objectivo da rede é criar uma metodologia de trabalho e oferecer respostas que possam ser incorporadas nos planos nacionais e directivas europeias. Entre os pares, Portugal surge com atraso e quase tudo por fazer, diz Gravanita. No novo programa nacional para a Saúde Mental, em discussão pública, não há qualquer referência à psicoterapia. “Em países como a Alemanha ou Noruega já existe comparticipação. Em Portugal não queremos pedir nada à DGS, queremos começar por saber que especialistas existem, como nos podemos articular. Estamos numa fase em que os profissionais ainda estão um pouco guetizados.”Mais psicoterapia ajudaria o país em estado de emergência social? Gravanita não tem dúvidas. “O custo da doença mental em Portugal é brutal. O estado do país não resulta só das questões financeiras. Estamos numa condição psíquica deficitária e a forma como as pessoas estão afectadas, desmotivadas, deprimidas, contribui para a baixa produtividade. Não estamos a ter os recursos que devíamos para enfrentar os problemas.”»
“- Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje.- Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial. Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não é dia de São Valentim ou nenhum outro dia especial.- Ontem à noite bateu-me! E ameaçou matar-me. Nem a maquilhagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era dia da mãe ou nenhum outro dia especial.- Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que vou eu fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.- Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer. Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para o deixar... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores!”
(Encontrado na internet)
«No passado dia 14 de Junho, a Direcção da OPP foi recebida pelo Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Dr. Leal da Costa.
Esta reunião, solicitada pela OPP, permitiu discutir várias situações que preocupam os Psicólogos e que são igualmente importantes para os cidadão em geral. Um dos temas abordados disse respeito aos riscos psicossociais e ao papel dos Psicólogos nesta área. Os estágios profissionais foram outro das áreas em discussão. O Bastonário, Telmo Mourinho Baptista, O Vice-presidente Samuel Antunes e Francisco Rodrigues, membro da Direcção, destacaram a necessidade de revisão dos instrumentos de financiamento de estágios profissionais, nomeadamente através do IEFP e do novo programa agora apresentado – Impulso Jovem. A OPP demonstrou a sua preocupação com a cobertura de serviços prestados aos cidadãos e coma necessidade de soluções de proximidade, fazendo uma utilização maior dos recursos profissionais dos psicólogos.
OPP e Governo estão ainda de acordo quanto à autonomia científica dos Psicólogos, tendo esta matéria sido abordada no quadro da revisão das tabelas de actos praticados por profissionais de saúde.»
«Psychological distress was associated with a higher risk of death from stroke among tens of thousands surveyed in a study.
Psychological distress includes factors such as anxiety, depression, sleeping problems and loss of confidence, and is common in about 15% to 20% of the general population, according to background information in the study, which appeared June 18 on the website of the Canadian Medical Association Journal.
Although evidence has linked psychological distress to coronary artery disease, researchers noted a lack of data linking psychological distress with risk of death from stroke and other cerebrovascular diseases.
Researchers from University College London in the United Kingdom sought to better understand this link. They looked at data from a study of 68,652 participants in the Health Survey for England. The average age of participants was 54.9 years, 45% were male and 96.1% were white.
To measure psychological distress, the researchers used the General Health Questionnaire, a widely used measure in population studies. Psychological distress was evident in 14.7% of participants, and those reporting distress were younger and more likely to be female and from lower income groups, to smoke and to use hypertension medications.
Over an average follow-up time of 8.1 years, the researchers noted 2,367 deaths from cardiovascular disease — 1,010 from ischemic heart disease, 562 from cerebrovascular disease and 795 from other cardiovascular-related deaths.
People with psychological distress — a score of 4 or higher on the GHQ-12 — had about a 66% higher risk of death from cerebrovascular disease and a 59% higher risk of death from ischemic heart disease compared with participants with no symptoms of psychological distress (a GHQ-12 score of 0). "There was also evidence of a dose-response effect with increasing GHQ-12 score," the authors wrote, adding that the associations were only marginally moderated after adjustment for possible confounders such as socioeconomic status, smoking and use of hyperintensive medications.
"Psychological distress was associated with death from cardiovascular disease, and the relation remained consistent for specific disease outcomes, including ischemic heart disease and cerebrovascular disease," Mark Hamer, PhD, and coauthors wrote.
"We saw an association between psychological distress and risk of cerebrovascular disease among our participants, all of whom had been free from cardiovascular disease at baseline. This association was similar in size to the association between psychological distress and ischemic heart disease in the same group."
The researchers suggest questionnaires could be useful screening tools for common mental illnesses to help reduce risk factors for death from cardiovascular disease.»