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sexta-feira, 29 de junho de 2012

OUTROS BLOGS: «Técnicas para promover o Bem-estar»

Traduzido e adaptado de Psicología y Terapias por Ana Simões

Técnicas para promover o Bem-estar


1. Partilhe os sentimentos positivos.
Mostre a quem o/a rodeia o quão gratificante é a sua companhia, o quanto gosta dessa pessoa. Utilize a linguagem para expressar o seu bem-estar. É gratificante para quem diz e para quem ouve.

2. Evite ser desmancha-prazeres.
Com quem preferia estar? Com alguém que vê a vida cheia de desgraças, tragédias e mentiras, e que está sempre a esquivar-se ou com alguém alegre mesmo em dias de chuva? O pessimismo é negativo para as relações interpessoais e para o bem-estar. Claro que ninguém será sempre bem; o problema é quando o pessimismo se instala, tornando-se numa prisão quotidiana com início ao acordar.

3. Recorde momentos felizes.
Dê prioridade a pensamentos felizes, a memórias de eventos de plenitude, gozo e alegria, daqueles que instantaneamente lhe desenham um sorriso no rosto. Repita-as mentalmente, recorra a essas memórias em momentos de tensão e melancolia. Faça delas um refúgio, um regresso à serenidade, pois essas memórias podem permitir-lhe deixar passar fases de crise, de forma a refletir e a ponderar se a situação que vivencia será assim tão terrível ou algo mais fácil de ultrapassar do que imaginara.

4. Felicite-se a si próprio/a.
Não quer dizer que se vanglorie. Apenas que reconheça o seu valor enquanto pessoa, que valorize as suas conquistas e sucessos, que se premeie também. Errar é humano, mas a aprendizagem humana também se realiza por meio dos erros cometidos. Aprenda a valorizar-se apesar dos seus defeitos e erros; aprenda com eles. Promova a sua autoestima - ela é muito importante para o seu bem-estar emocional.

5. Recorra aos seus sentidos.
Já experimentou provar a sua comida preferida de olhos fechados ou sentir o cheiro da terra molhada num dia de chuva? Preste atenção ao riso do seu filho, sinta o calor do abraço do seu companheiro, deixe-se levar pela música. Raramente fazemos pausas na intensidade e na corrida da vida atual para dar a importância devida ao mundo que nos rodeia. Focar-se nos seus cinco sentidos permitir-lhe-á vivenciar uma situação prazenteira, a saborear o momento e a ligar-se ao aqui e agora.

6. Deixe-se levar.
Diariamente o tempo parece voar. É o arranjar as crianças a tempo e horas, é o caminho para o emprego (já a pensar na agenda preenchida do dia que ainda há instantes começou), é o trânsito, e os colegas de trabalho e o patrão. É todo o stress que a correria diária origina. Aprenda a deixar-se levar, a libertar-se do stress do dia a dia, a focar-se no presente, em situações controláveis, por oposição a tudo aquilo que não consegue controlar.

7. Ria-se mais.

Estudos recentes referem que rir minimiza a percepção da dor, estimula o sistema imunitário, diminui as hormonas ligadas ao stress e promove a libertação de endorfinas.

8. Construa a alegria.
Em vez de sentar-se e esperar que os bons momentos surjam, seja o artista da sua vida e crie os momentos felizes. Permita-se voltar a ser criança e brinque com os mais pequenos, corra, ande de bicicleta. Tire fotos dos seus amigos, das paisagens, dos momentos únicos, dos seus familiares e dos seus animais de estimação. Dance sempre que possa. Não desperdice oportunidades de se divertir. O importante é que se permita libertar-se e desfrutar da vida. Escreva um diário da felicidade: ao fim de cada dia reveja mentalmente a lista de situações que o/a fizeram sorrir e anote-as. Todos os eventos são importantes.

9. Agradeça.
Agradeça aos seus amigos por fazerem parte da sua vida. Agradeça a um estranho que lhe deu passagem. Agradeça cada instante de felicidade. Agradeça a companhia dos seus filhos, e cada beijo do seu companheiro.

10. Proponha-se saborear cada instante.
Ainda que cada começo possa representar um esforço, principalmente se lhe passarem despercebidos pequenos detalhes da vida quotidiana, é importante que se esforce por reconhecer esses instantes únicos e a sua importância na vida. A vida e a felicidade estão nas pequenas coisas, nesses instantes fugazes. Em suma, mantenha-se em contacto com o seu mundo interior e com o mundo que o/a rodeia.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

NOTÍCIAS: «Saúde mental. “Mais de 90% dos casos não precisam de medicação”»

«Saúde mental. “Mais de 90% dos casos não precisam de medicação”»



Psicologo-Psiquiatra

«Por Marta F. Reis, publicado em 28 Jun 2012 - 15:13 | Actualizado há 1 hora 1 minuto

Rede embrionária na Europa quer tirar a psicoterapia da obscuridade e torná-la a resposta de primeira linha para os doentes com perturbações psicológicas

Dados nacionais sobre sessões de psicoterapia no país, no público ou no privado, não existem. Nem sobre especialistas em psicoterapia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) nem sobre consultórios privados. Sabe-se que psicólogos, que podem ou não ter esta especialidade, são 221 para 400 centros de saúde. Nos hospitais há 431 médicos psiquiatras – com ou sem especialidade em psicoterapia – e destes, só 17 estão no Alentejo e Algarve. Há depois 198 internos em todo o país.

Em contraponto, os dados sobre o consumo de medicamentos antidepressivos estão actualizados até Maio: o número de embalagens vendidas nas farmácias aumentou 6,3%, para 2,9 milhões (as comparticipadas pelo Estado aumentaram 11,5%). Um grupo de psicoterapeutas, unidos na Rede de Cuidados Psicoterapêuticos, pretende combater o que defende ser um excesso de investimento na medicação – e défice nos cuidados terapêuticos desenvolvidos pelas ciências psicológicas. Sobretudo, quando há uma crise em pano de fundo que pedia respostas mais profundas a nível nacional.

Jorge Gravanita, psicólogo clínico e psicoterapeuta, representa em Portugal a Network for Psychotherapeutic Care in Europe. O projecto ganhou fôlego nos últimos meses e visa, para já, um levantamento das necessidades e assimetrias nos cuidados da psicoterapia na Europa e promover novas políticas junto dos decisores políticos. Em Fevereiro, a rede esteve no Parlamento Europeu e terá uma nova reunião em Setembro, enquanto continua o trabalho de casa: diagnosticar lacunas e traçar o caminho a seguir.

“As políticas europeias em saúde mental têm privilegiado quase em absoluto o tratamento com drogas psicotrópicas. É muito grave. Todos os estudos indicam que o tratamento de primeira linha devia ser a psicoterapia, sem necessidade de recorrer à medicação”, diz Gravanita, também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Segundo o especialista, o consenso entre psicoterapeutas é que 90% dos casos que chegam ao consultório não precisariam da medicação. Em Portugal, acontece o contrário: o último eurobarómetro dedicado à saúde mental, de 2010, revelou que 15% dos portugueses tinham tomado antidepressivos nos 12 meses anteriores, o dobro da média europeia, tendo Portugal a maior prevalência do consumo.

Jorge Gravanita acredita que parte deste recurso excessivo aos medicamentos tem a ver com alguma “obscuridade” da psicoterapia: não existe no SNS mas também não está coberta nos seguros de saúde, pelo que não é viável para a as carteiras de muitos portugueses. Por outro lado, reflecte uma sociedade “consumista” que contamina a saúde e encara como mais fácil tomar um medicamento. “Há um sobreinvestimento numa área que é muito rentável mas que depende de alguma aleatoriedade e pode até ser prejudicial: há resultados de eficácia manipulados e por avaliar a longo prazo.”

A alternativa, que propõem e querem que seja discutida entre especialistas, seria tornar a psicoterapia parte dos cuidados básicos de saúde, como pólo de intervenção para o qual psicólogos ou médicos de família pudessem encaminhar doentes, ao mesmo tempo que se investia na prevenção. Sem esta rede, defende, os tratamentos estão a ser adiados: “As pessoas não estão a resolver os problemas, estão a evitá-los. O medicamento funciona como analgésico: a pessoa não reflecte porque é que a família se está a dissolver, por que razão há dificuldades de comunicação”, exemplifica. “A saúde é conseguirmos lidar com os problemas. Há frustração e tristeza e tudo isto tem de ser trabalhado. Há uma dimensão humana que tem de ser reintroduzida nos cuidados de saúde.”

O objectivo da rede é criar uma metodologia de trabalho e oferecer respostas que possam ser incorporadas nos planos nacionais e directivas europeias. Entre os pares, Portugal surge com atraso e quase tudo por fazer, diz Gravanita. No novo programa nacional para a Saúde Mental, em discussão pública, não há qualquer referência à psicoterapia. “Em países como a Alemanha ou Noruega já existe comparticipação. Em Portugal não queremos pedir nada à DGS, queremos começar por saber que especialistas existem, como nos podemos articular. Estamos numa fase em que os profissionais ainda estão um pouco guetizados.”

Mais psicoterapia ajudaria o país em estado de emergência social? Gravanita não tem dúvidas. “O custo da doença mental em Portugal é brutal. O estado do país não resulta só das questões financeiras. Estamos numa condição psíquica deficitária e a forma como as pessoas estão afectadas, desmotivadas, deprimidas, contribui para a baixa produtividade. Não estamos a ter os recursos que devíamos para enfrentar os problemas.”»

terça-feira, 26 de junho de 2012

DaVINCI EXPO Sul - FÉRIAS de VERÃO 2012

A NÃO PERDER!!!

Ginásio DaVinci Lisboa ExpoSul
Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F
1990-183 Lisboa
T. 216007211
Email: lisboa-exposul@davinci.edu.pt


 




sábado, 23 de junho de 2012

Da violência conjugal

A violência conjugal, que engloba qualquer acto, conduta ou omissão que sirva para infligir, reiteradamente e com intensidade, sofrimentos físicos, sexuais, mentais ou económicos, de modo directo ou indirecto (por meio de ameaças, enganos, coacção ou qualquer outro meio), pode ser exercida, tanto sobre cônjuges ou companheiros maritais, como sobre ex-cônjuges ou ex-companheiros maritais. A violência no namoro é um caso particular da violência conjugal.

Esta problemática deverá ser perspectivada sistemicamente, uma vez que a violência conjugal não surge mediante uma relação de causa-efeito, mas a partir da confluência de plúrimos factores de risco, de onde se ressaltam doze: (1) presença de violência na família de origem; (2) transversalidade a todos os níveis socio-económicos, quer na vítima, quer no agressor; (3) consumo habitual e excessivo de álcool; (4) défices comportamentais; (5) psicopatologia; (6) violência contra as crianças; (7) normas patriarcais; (8) desigualdades de género; (9) poder diferencial na relação; (10) aprovação normativa da violência; (11) legitimação de certas formas de interacção; (12) agressão generalizada.

De acordo com diversos estudos, observa-se que a instalação da violência na relação apresenta um padrão trifásico que compreende a fase de emergência da tensão, a fase do incidente crítico da agressão e a fase da reconciliação ou de trégua, também designada por fase de lua-de-mel.

Nesta sequência, verifica-se a existência de múltiplas razões que levam a vítima a permanecer nesta situação, designadamente, amor, medo, orgulho, vergonha, embaraço, lealdade, dependência financeira, baixa auto-estima, ou a combinação de todas ou algumas destas razões.

A literatura descreve ainda um conjunto de indicadores frequentemente presentes nas vítimas de maus-tratos conjugais, nomeadamente, comportamentos depressivos ou de grande evitamento (por exemplo, vergonha, isolamento, culpabilização, desânimo aprendido e baixa auto-estima), distúrbios cognitivos e mnésicos (por exemplo, confusão mental, imagens intrusivas, memórias recorrentes do trauma, dificuldades de concentração, crenças incapacitantes sobre si e os outros, comprometendo competências como a tomada de decisão), distúrbios de ansiedade (por exemplo, hipervigilância, medo, percepção de ausência de controlo, fobias, ataques de pânico, taquicardia e activação fisiológica), bem como outras alterações, por exemplo, ao nível da sexualidade, ao nível da imagem corporal, assim como dependência de substâncias e desordens do sono e do apetite.

Importa que se realizem mais estudos sobre esta temática, não só relativamente a vítimas do sexo feminino, mas também incidindo sobre as vítimas do sexo masculino, uma vez que estas também existem (infelizmente, devido a preconceitos com origem no tipo de sociedade vigente, sentimentos de vergonha impedem estas vítimas de formularem queixas junto dos órgãos e instituições competentes).

Revela-se ainda imperativa a sensibilização da classe política por forma a promover a criação de mais e melhores dispositivos de prevenção (primária, secundária e terciária) da violência conjugal, nomeadamente, a implementação de programas de intervenção de modo a dirimir esta problemática.









Hoje recebi flores

 
“- Não é o meu aniversário ou nenhum outro dia especial; tivemos a nossa primeira discussão ontem à noite e ele disse muitas coisas cruéis que me ofenderam de verdade. Mas sei que está arrependido e não as disse a sério, porque ele me enviou flores hoje.
 
- Não é o nosso aniversário ou nenhum outro dia especial. Ontem ele atirou-me contra a parede e começou a asfixiar-me. Parecia um pesadelo, mas dos pesadelos acordamos e sabemos que não é real. Hoje acordei cheia de dores e com golpes em todos lados. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não é dia de São Valentim ou nenhum outro dia especial.
 
- Ontem à noite bateu-me! E ameaçou matar-me. Nem a maquilhagem ou as mangas compridas poderiam ocultar os cortes e golpes que me ocasionou desta vez. Não pude ir ao emprego hoje porque não queria que se apercebessem. Mas eu sei que está arrependido porque ele me enviou flores hoje. E não era dia da mãe ou nenhum outro dia especial.
 
- Ontem à noite ele voltou a bater-me, mas desta vez foi muito pior. Se conseguir deixá-lo, o que vou eu fazer? Como poderia eu sozinha manter os meus filhos? O que acontecerá se faltar o dinheiro? Tenho tanto medo dele! Mas dependo tanto dele que tenho medo de o deixar. Mas eu sei que está arrependido, porque ele me enviou flores hoje.
 
- Hoje é um dia muito especial: É o dia do meu funeral. Ontem finalmente conseguiu matar-me. Bateu-me até eu morrer. Se ao menos eu tivesse tido a coragem e a força para o deixar... Se tivesse pedido ajuda profissional... Hoje não teria recebido flores!”
(Encontrado na internet)





sexta-feira, 22 de junho de 2012

OPP: «Governo apoia a autonomia científica dos Psicólogos»

Espero que estas reuniões acabem por dar frutos.
 

«Governo apoia a autonomia científica dos Psicólogos»
 
Link

«No passado dia 14 de Junho, a Direcção da OPP foi recebida pelo Sr. Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Dr. Leal da Costa.

Esta reunião, solicitada pela OPP, permitiu discutir várias situações que preocupam os Psicólogos e que são igualmente importantes para os cidadão em geral. Um dos temas abordados disse respeito aos riscos psicossociais e ao papel dos Psicólogos nesta área. Os estágios profissionais foram outro das áreas em discussão. O Bastonário, Telmo Mourinho Baptista, O Vice-presidente Samuel Antunes e Francisco Rodrigues, membro da Direcção, destacaram a necessidade de revisão dos instrumentos de financiamento de estágios profissionais, nomeadamente através do IEFP e do novo programa agora apresentado – Impulso Jovem. A OPP demonstrou a sua preocupação com a cobertura de serviços prestados aos cidadãos e coma necessidade de soluções de proximidade, fazendo uma utilização maior dos recursos profissionais dos psicólogos.

OPP e Governo estão ainda de acordo quanto à autonomia científica dos Psicólogos, tendo esta matéria sido abordada no quadro da revisão das tabelas de actos praticados por profissionais de saúde.»

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ESTUDOS: «Study: Distress linked to risk of death from stroke»

«Study: Distress linked to risk of death from stroke»


«Psychological distress was associated with a higher risk of death from stroke among tens of thousands surveyed in a study.

Psychological distress includes factors such as anxiety, depression, sleeping problems and loss of confidence, and is common in about 15% to 20% of the general population, according to background information in the study, which appeared June 18 on the website of the Canadian Medical Association Journal.

Although evidence has linked psychological distress to coronary artery disease, researchers noted a lack of data linking psychological distress with risk of death from stroke and other cerebrovascular diseases.

Researchers from University College London in the United Kingdom sought to better understand this link. They looked at data from a study of 68,652 participants in the Health Survey for England. The average age of participants was 54.9 years, 45% were male and 96.1% were white.

To measure psychological distress, the researchers used the General Health Questionnaire, a widely used measure in population studies. Psychological distress was evident in 14.7% of participants, and those reporting distress were younger and more likely to be female and from lower income groups, to smoke and to use hypertension medications.

Over an average follow-up time of 8.1 years, the researchers noted 2,367 deaths from cardiovascular disease — 1,010 from ischemic heart disease, 562 from cerebrovascular disease and 795 from other cardiovascular-related deaths.

People with psychological distress — a score of 4 or higher on the GHQ-12 — had about a 66% higher risk of death from cerebrovascular disease and a 59% higher risk of death from ischemic heart disease compared with participants with no symptoms of psychological distress (a GHQ-12 score of 0). "There was also evidence of a dose-response effect with increasing GHQ-12 score," the authors wrote, adding that the associations were only marginally moderated after adjustment for possible confounders such as socioeconomic status, smoking and use of hyperintensive medications.

"Psychological distress was associated with death from cardiovascular disease, and the relation remained consistent for specific disease outcomes, including ischemic heart disease and cerebrovascular disease," Mark Hamer, PhD, and coauthors wrote.

"We saw an association between psychological distress and risk of cerebrovascular disease among our participants, all of whom had been free from cardiovascular disease at baseline. This association was similar in size to the association between psychological distress and ischemic heart disease in the same group."

The researchers suggest questionnaires could be useful screening tools for common mental illnesses to help reduce risk factors for death from cardiovascular disease.»


segunda-feira, 18 de junho de 2012

OUTROS BLOGS: «Ansiedade nos Jovens perante os Testes/Exames»

Importa salientar que, relativamente aos sintomas da ansiedade, nem sempre surgem todos eles. Até porque cada pessoa vai reagir de forma diferente a uma mesma situação.

Muitas vezes, a ansiedade passa por transpirar, sentir o coração a bater mais depressa, sentir cansaço, boca seca, sentir os músculos tensos, sensação de ter um "nó" na garganta, sentir-se indisposto, etc.




«Ansiedade nos Jovens perante os Testes/Exames»


«A Ansiedade perante os Testes e Exames
Breve introdução de o que é a ansiedade?
A Ansiedade é cada vez mais frequente na vida dos jovens. A ansiedade é uma perturbação psíquica caracterizada por um estado quase constante e permanente de inquietação, preocupação, angústia, intranquilidade, desassossego, ansiedade, medo, etc, e que provoca um mal-estar e uma tensão constante. A pessoa está sempre numa tensão constante e com "medo de algo" que ela não conhece nem sabe definir. Ela sente-se intranquila e as situações á sua volta criam-lhe muitas vezes um mal-estar que ela não consegue definir nem controlar. Este estado de espírito altera negativamente a vida da pessoa e leva-a a afastar-se da realidade á sua volta, acabando muitas das vezes por prejudicar a sua vida e os seus relacionamentos. A Ansiedade por ser rápida de passar, mas na hora com alguns sintomas é um sofrimento muito grande. Cerca de 22% da população sofre de uma das perturbações de ansiedade em algum momento da sua vida. A Ansiedade é ter medo sem razão. Roer o lápis, as unhas, ter um frio na barriga, suar excessivamente, são sintomas comuns da ansiedade, que está presente em todas as pessoas. Umas mais evidentes que as outras, mas quando o corpo está se preparando para reagir a uma surpresa, boa ou ruim é inevitável algumas reacções. O problema quando esse nervosismo se transforma num jeito pessimista de ver a vida, ou num medo excessivo de fazer alguma coisa. Caso isso aconteça, é bom ir se consultar, pois a ansiedade pode virar doença.
Alguns Sintomas que ocorrem quando estas ansioso/a:
•  Fadiga (Cansaço)
•  Insónia
•  Falta de ar ou sensação de sufoco
•  Picadas nas mãos e nos pés
•  Confusão
•  Instabilidade ou sensação de desmaio
•  Dores no peito e palpitações
•  Afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos húmidas
•  Boca seca
•  Contracções ou tremores incontroláveis
•  Tensão muscular, dores
•  Necessidade urgente de defecar ou urinar
•  Dificuldade em engolir
•  Sensação de ter um "nó" na garganta
•  Dificuldades para relaxar
•  Dificuldades para dormir
•  Leve tontura ou vertigem
•  Vómitos incontroláveis
•  Entre outros…
A Ansiedade nos testes/exames
Vivemos numa época dominada pela importância dos testes/exames, em que a vida de muitas pessoas é enormemente influenciada pelo seu desempenho em vários testes/exames. De modo geral, todos nos experimentamos algum nervosismo ou tensão antes dos testes/exames ou noutros acontecimentos importantes das nossas vidas.
Um pouco de nervosismo pode ate motivar-nos, mas contudo muito nervosismo pode tornar-se um problema, especialmente se interferir com a nossa habilidade. A ansiedade que alguns jovens experimentam durante testes/exames é tão perturbadora que eles chegam a procurar apoio profissional. Normalmente estes jovens queixam-se que a ansiedade lhos prejudica nos estudos e no processo de raciocínio durante os testes. De modo geral estes jovens ate sabem as devidas respostas mas não conseguem lembra-las porque ficam “bloqueados” durante os testes/exames,
Uma boa preparação não eliminara o nervosismo para os testes/exames, mas pode permitir me que o estudante se concentre em ter um bom desempenho. Por outro lado a perda de status e de auto-estima pode piorar o desempenho do mesmo em estudantes ansiosos. Os estudantes com elevado grau de ansiedade nos testes/exames, ficam bastante emocionados e com pensamentos bastante negativos, no qual prejudicam o seu desempenho. E os de baixo grau de ansiedade, reagem com motivação e com muita concentração. A ansiedade nos testes/exames tem dois aspectos bastante negativos como a preocupação e a emocionalidade.  
Para minimizares o excesso de ansiedade nos testes, poderás fazer:
- Evitar se preocupar com os testes e preparar-se bem para o mesmo, com o material essencial;
- Reunir a informação adequada que foi dada ao longo do período ou ano;
- Pergunta a ti próprio as questões para ver se estas mesmo preparado e tenta responde-las;
- Selecciona a parte mais importante da matéria se não a conseguires estudar toda;
Também podes aperfeiçoar o teu modo de realizar o teste/exame, tentando o seguinte:
- Lembra-te que tens outros testes para recuperar;
- Dá uma motivação a ti próprio;
- Evitar pensar de forma negativa;
- Tenta mostrar aquilo que sabes;
Quando for o dia do teste/exame tens de ter em conta:
- Começar o teu dia com um pequeno-almoço bem reforçado;
- Tenta fazer alguma coisa que te relaxe antes do teste/exame;
- Tenta chegar cedo ao local do teste/exame e selecciona um lugar onde te sintas confortável;
- Evita que os teus colegas te geram ansiedade;
- Na hora do teste tenta raciocinar bem sem stress;
Quando receberes o teste/exame, lê bem as perguntas e responde a todas mesmo que estejam mal:
- Revê o teste todo, lê a introdução, tenta pensar naquilo que estudas-te;
- Elabora um esquema antes de responderes;
- Evita as repetições;
- Para as perguntas de resposta curta, responde só aquilo que te é pedido;
- Mostra que sabes as tuas próprias palavras;
- Não te precipites na resolução do teste;
- No final tenta rever as tuas respostas e também verifica se as fizeste todas;
Depois do teste/exame, de estar bem feito ou não, tenta não pensar no mesmo e nos erros que possas ter cometido, tenta fazer alguma coisa relaxante e diverte-te.»