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sábado, 29 de setembro de 2012

GIP: Grupo de Apoio para Pais de Adolescentes

Iniciativas GIP 

GRUPO DE APOIO: PAIS DE ADOLESCENTES 


Mínimo de 8 participantes
Horário pós-laboral 
Cada sessão terá a duração de 2 horas.
As sessões terão lugar às quartas-feiras, em data e hora a anunciar.


Porque nem sempre é fácil de lidar com os jovens. 
Porque nem sempre sabemos como agir. 
Porque é bom sabermos que não somos os únicos. 
Porque ajuda saber que temos apoio. 

Venha ter connosco ao GIP - Gabinete de Intervenção Psicopedagógica, no Ginásio DaVinci Lisboa ExpoSul. 

Para mais informações, contacte:
Ginásio DaVinci Lisboa ExpoSul 
Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F 
1990-183 Lisboa 
T. 216007211 
Email: lisboa-exposul@davinci.edu.pt 



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

OPP: «Contributo da Psicologia para o Envelhecimento Saudável»

«Diferentes Papeis dos Psicólogos na Sociedade

Contributo da Psicologia para o Envelhecimento Saudável»

Link 

«Bastonário esteve presente, no dia 27 de Setembro, no Colóquio “A Arte de Bem Envelhecer”





O Bastonário da Ordem dos Psicólogos, esteve presente no Colóquio “A Arte de Bem Envelhecer - Diferentes Perspectivas Sobre o Envelhecimento Activo”, que se realizou na Biblioteca Museu República e Resistência, promovido pelo Centro de Formação e Investigação em Psicologia (CEFIPSI).
Telmo Baptista destacou o papel dos psicólogos no trabalho com o envelhecimento activo nas múltiplas esferas, tais como pessoal, grupal, familiar e comunitária.

Salientou ainda a importância dos profissionais de psicologia no contributo em desmistificar algumas crenças sobre o envelhecimento, promovendo assim uma visão mais positiva e mais activa do processo de envelhecimento  e uma maior participação das pessoas de idade avançada na vida colectiva da sociedade.

O Bastonário anunciou também um conjunto de medidas que se prendem com a formação e a certificação de cursos que estão em desenvolvimento na Ordem, bem como uma campanha de sensibilização para os diferentes papeis dos psicólogos na sociedade.»

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

NOTÍCIAS: «Ministério "pode e deve" cortar em tratamentos para cancro e sida»

É deveras preocupante quando o Ministério da Saúde, em vez de Prevenir a Doença e Promover a Saúde e a Cura, passa a Promover a Morte.

É muito triste verificar que a Ética morre e a população vale menos do que o dinheiro. Quando é que os valores se inverteram? E quando é que vamos acordar e reverter a situação para aquilo que deveria ser?

«Ministério "pode e deve" cortar em tratamentos para cancro e sida»


Link

«O Ministério da Saúde "pode e deve racionar" o acesso a tratamentos mais caros para pessoas com cancro, sida e doenças reumáticas, segundo um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

"É uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que enorme na Saúde", explicou o presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Miguel Oliveira da Silva, em entrevista à Antena 1.

Segundo o parecer, a que a Antena 1 teve acesso, o racionamento é aconselhado em exames e meios complementares de diagnóstico, como TACs, ecografias e ressonâncias magnéticas, depois de ouvidos médicos, gestores e doentes.

Os cortes dependerão do custo dos tratamentos e do facto de os tratamentos prolongarem a vida durante tempo suficiente para justificar os gastos.»

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

GIP: Grupo de Apoio para Pais de Adolescentes

Iniciativas GIP

GRUPO DE APOIO: PAIS DE ADOLESCENTES

 





Porque nem sempre é fácil de lidar com os jovens.
Porque nem sempre sabemos como agir.
Porque é bom sabermos que não somos os únicos.
Porque ajuda saber que temos apoio.

Venha ter connosco ao GIP - Gabinete de Intervenção Psicopedagógica, no Ginásio DaVinci Lisboa ExpoSul.


Para mais informações, contacte:

Ginásio DaVinci Lisboa ExpoSul
Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F
1990-183 Lisboa
T. 216007211
Email: lisboa-exposul@davinci.edu.pt

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ARTIGOS: «Doenças mentais em crianças»

Porque, nestes casos, é muito importante não vestir o papel da avestruz. Em caso de dúvida, o ideal será contactar o Pediatra ou um Psicólogo Infantil.


REVISTA PAIS & FILHOS

«Doenças mentais em crianças»

Link

A maioria dos pais está longe de imaginar que as crianças também podem sofrer de doenças mentais. «Isso é coisa de adultos» dizem alguns. «Só faltava o meu filho ter de ir a um psiquiatra», acrescentam outros. «Na escola vão pensar que a minha filha é maluca», desabafam uns quantos.

A verdade é que as doenças mentais não são um exclusivo dos adultos. Uma em cada vinte crianças tem algum tipo de doença mental, suficientemente importante para dificultar o seu relacionamento com os seus amigos e familiares.

Na realidade, dizem os especialistas, a maioria das doenças psiquiátricas começa na infância e adolescência. Para ser mais específico, estima-se que metade de todas as doenças psiquiátricas do adulto começa até aos 14 anos e que dois terços já eram evidentes aos 24 anos.

Algumas podem mesmo começar mais cedo, como as que têm a ver com ansiedade exagerada, que estão muitas vezes presentes antes dos 10 anos.

Muitos pais não têm a noção destes factos e ficam surpreendidos quando são confrontados com a perspectiva de o seu filho ou a sua filha adolescente poder manifestar alguns comportamentos que fazem pensar numa doença mental.

A boa notícia é que, se forem detectadas a tempo, se tiverem um acompanhamento adequado, algumas vezes com a ajuda de medicamentos, a maioria destas doenças pode ter uma evolução favorável e ser apenas transitória.

Quais as doenças psiquiátricas mais frequentes?
Como no adulto, as doenças mais frequentes podem ser agrupadas em três grandes grupos.

O primeiro diz respeito às doenças relacionadas com uma ansiedade exagerada. Esta ansiedade pode ser provocada pelas mais diversas situações, como a separação de alguém querido (a ansiedade da separação), um medo exagerado (fobia) de algum animal ou objecto, ou um comportamento obsessivo, por exemplo com a limpeza e a higiene.

O segundo grupo diz respeito às crianças com problemas de impulsividade e que não conseguem controlar os seus instintos. O exemplo mais conhecido é o das crianças com hiperactividade e deficit de atenção. Outros exemplos são o comportamento explosivo («fervem em pouca água») ou permanentemente desafiante.

Por fim, o terceiro grupo das doenças mentais engloba as doenças que estão relacionadas com o humor. A mais comum, de longe, é a depressão.

Como surge a depressão numa criança?
A depressão é a doença mental mais frequente e afecta milhões de pessoas em todo o mundo. É uma verdadeira doença da civilização. Na ânsia de conseguir mais e melhor, muitos não conseguem lidar com o fracasso das suas expectativas e desenvolvem um estado de espírito caracterizado pelo negativismo e ausência de esperança.

Doença de adulto? Nem sempre. Uma em cada quarenta crianças sofre de depressão. E, se formos para a adolescência, o número sobe para um em cada dez. É normal uma criança estar triste aqui e ali, com ou sem razão para tal. Isso não é uma depressão, é a vida.

Faz parte do ciclo da vida existirem fases melhores e piores e reagir com tristeza a acontecimentos desagradáveis é saudável e mesmo desejável. Uma criança que nunca fica triste não é seguramente uma criança normal.

A verdadeira depressão é uma situação grave em que a criança se sente inferiorizada em relação às outras, com um estado de humor negativo, muitas vezes com sentimentos de culpa. Estas crianças são incapazes de sentir algum prazer ou alegria, mesmo em relação ao que mais gostam.

Este tipo de depressão interfere com o dia-a-dia da criança de uma forma marcante, reflectindo-se, por exemplo, numa incapacidade para comer ou dormir. São muitos os desencadeantes possíveis de uma depressão.

A morte de um parente querido, uma mudança de casa ou de escola, os maus resultados escolares ou, nos adolescentes, o fim de um namoro.

Muitas vezes, estes desencadeantes apenas revelam uma personalidade depressiva que estava escondida e à espera de se mostrar.


Uma doença crónica, como a fibrose quística, doença celíaca ou cancro, podem ser a causa de uma depressão. Existe geralmente alguma tendência familiar, pelo que as crianças com familiares chegados que tiveram depressões importantes estão mais sujeitas a esta doença.

Como suspeitar que uma criança tem uma depressão?
Uma criança deprimida sente-se e diz-se infeliz todos os dias. Para ela, viver é um peso, o mundo é um problema, a esperança não existe. E estes sentimentos são constantes, não apenas transitórios. Algumas queixas podem alertar os pais para a possibilidade de uma depressão, por exemplo:

- sente-se infeliz sem razão nenhuma aparente
- não sente alegria com actividades que dantes apreciava
- tem falta de energia para o que quer que seja
- não tem vontade de estar com familiares ou amigos
- sensação de ansiedade permanente
- sentimentos de irritabilidade ou raiva
- incapaz de se concentrar
- alteração importante dos hábitos alimentares (muito ou nenhum apetite)
- alteração importante do seu peso (ganho ou perda)
- alteração nos hábitos de sono (dificuldade em adormecer à noite ou em se levantar de manhã)
- queixa-se frequentemente de dores no corpo, apesar de não existir evidência de qualquer doença física
- pensa muitas vezes na morte ou suicídio

Como ajudar uma criança deprimida?
A primeira ajuda é os pais não ficarem deprimidos. Lidar com a depressão de um filho é uma experiência muito dura.

Os pais que estão habituados a fazer tudo pelos seus filhos, a abdicar de tantas coisas para seu benefício, têm dificuldade em lidar com tamanha tristeza sem ficarem tristes e frustrados também.

É importante que saibam que a causa de uma depressão nunca é devida a apenas um factor ou acontecimento, pelo que a culpa não é de ninguém. É de um conjunto de causas, entre as quais está a tendência genética de cada um para este tipo de humor.

Em seguida, é importante aceitar a situação, sem a minimizar ou exagerar. É o que é e deve ser encarada de frente. Dizer à criança que estamos ali para a ajudar, no que ela precisar. Dizer isto vezes e vezes sem conta pode ser toda a ajuda que um pai ou mãe pode dar.

Por fim, é preciso procurar a ajuda de um profissional. Um psiquiatra infantil (também chamado de pedopsiquiatra) deve ser aconselhado pelo pediatra que habitualmente segue a criança.

O psiquiatra vai entrar no mundo da criança ou adolescente e ajudá-lo a ultrapassar essa fase, por vezes com a ajuda de alguma medicação. Em mais de 80% dos casos, a depressão pode ser curada e a criança voltar a ter uma vida normal.

Por vezes, é necessário que o pai ou a mãe (ou ambos) procurem eles próprios acompanhamento e ajuda. Junto de amigos, familiares ou de um profissional.

As crianças podem sentir ansiedade?
A ansiedade, em doses normais, ajuda qualquer um. Ajuda-nos a estar alerta e preparados para o perigo. Estimula as nossas capacidades físicas e intelectuais. Quem não se sentiu já ansioso antes de um exame? Ou na véspera daquela entrevista para um novo emprego?

Também nas crianças alguma dose de ansiedade, em determinadas altura das suas vidas, pode ter efeitos benéficos. O problema surge quando essa ansiedade surge de forma despropositada, sem motivo aparente ou, tendo algum motivo, é de tal forma intensa que em vez de estimular, paralisa.

Todas as crianças experimentam alguma ansiedade (saudável) ao longo da sua vida. Os bebés sentem ansiedade diante de estranhos. Aos 18 meses, as crianças sentem ansiedade se os pais se afastam.

A partir dos 5 anos, a criança sente ansiedade quando imagina monstros dentro do armário ou fantasmas debaixo da cama à noite.

Mais tarde, podem sentir ansiedade em relação a muitas outras coisas como o escuro, ver sangue, um animal. À medida que a criança cresce, alguns medos desaparecem sendo substituídos por outros.



Como suspeitar que a criança sofre de ansiedade exagerada?
Como já referi, só nos deve preocupar a ansiedade despropositada e que interfere com a vida da criança, impedindo-a de ser uma criança realizada e feliz. Alguns sinais podem ser esclarecedores de que algo mais importante se passa, como por exemplo quando a criança

- está muito nervosa em determinadas situações
- evita determinadas situações
- procura modificar a sua vida de forma a não ser confrontada com aquilo que lhe provoca uma ansiedade exagerada
- tem problemas em adormecer
- tem queixas de dores frequentes, apesar de não existir evidência de qualquer doença física, como dores de cabeça ou de barriga
- na situação de ansiedade fica com respiração acelerada, pálida e suada

Como ajudar uma criança ansiosa?
Relaxar é a palavra-chave. Acalmar é a obrigação. Mostrar que aquilo que ela sente até é normal, apenas exagerado. Conversar com a criança pode ajudar muito. Estimular a auto-estima é fundamental.

Nunca ser oportunista, o que só ajuda a criança a transformar um medo grande num medo descomunal, tipo «se não comes a sopa sai um monstro do teu armário e leva-te».

Nunca troçar da situação, dizendo coisas como «não me digas que tens medo dessa aranha tão pequenina».

Nunca desvalorizar, pois a criança vai sentir-se sozinha na luta com o seu medo e a sua ansiedade («não me interessa nada que tenhas medo de cães»). Nunca exagerar.

Se a criança tem medo de cães, não dar uma volta muito maior para evitar passar num local onde existe um. Isto só dá a entender à criança que o seu medo tem razão de ser. Nos casos mais resistentes, a ajuda profissional, por um psiquiatra infantil, pode ser necessária.

O que é uma doença obsessivo-compulsiva?
Esta é uma forma de doença mental com a qual é muito difícil de lidar. A criança tem pensamentos repetitivos, que não lhe saem da cabeça ou que não consegue evitar e, em consequência, adquire determinados comportamentos obsessivos, como se de rituais se tratassem.

As mais conhecidas são as obsessões com a limpeza e a higiene que levam a comportamentos compulsivos como lavar as mãos repetidamente.

Outro exemplo é o da arrumação em que a criança parece fanática do arranjo e passa horas a arrumar as suas coisas, vezes e vezes sem conta, sem nunca estar tudo perfeito.

Em todas estas situações, a criança não consegue deixar de pensar e de agir como se nunca as coisas estivessem a seu gosto, o que lhe provoca, igualmente, grande ansiedade e interfere com a sua vida normal. A repetição de determinada tarefa faz parte crucial do seu dia-a-dia.

Em consequência, a criança fica muitas vezes com sentimentos de culpa e frustração porque não consegue controlar os seus pensamentos e os seus actos.

As obsessões mais frequentes dizem respeito a limpeza, arrumação, simetria das coisas ou medo de doenças. Consoante a sua obsessão, a criança adopta um comportamento compulsivo que visa restaurar o equilíbrio e diminuir a ansiedade.

São exemplos o lavar das mãos, lavar os dentes, verificar repetidas vezes que os trabalhos de casa foram realizados, desenhar inúmeras vezes a mesma figura, que nunca fica perfeita.

Na maioria dos casos, os pais são levados ao desespero e o conselho é que, antes de chegar a esse ponto, discutam o caso com o pediatra. Se necessário, uma ajuda profissional pode ser útil.

Em conclusão
Existem doenças psiquiátricas infantis que, muitas vezes, representam o início de doenças psiquiátricas dos adultos.

É importante saber distinguir o que é normal e aceitável em diferentes etapas da vida de uma criança, daquilo que é exagerado, inaceitável e que interfere grandemente com a vida da criança e dos seus pais.

Na maioria dos casos, as situações podem ser controladas, desde que detectadas a tempo, por vezes com a ajuda de um profissional em doenças mentais infantis.

Se tem alguma dúvida a melhor atitude é partilhá-la com o pediatra dos seus filhos.

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ARTIGOS: «Saber dizer Não»

A importância do Não no desenvolvimento da criança (e do adolescente).

REVISTA PAIS & FILHOS

«Saber dizer Não»


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Ele precisa desse Não para se orientar.

«- Porque tenho tanta dificuldade em dizer Não ao meu filho? Quando ele me pede alguma coisa, eu digo Não. Ele insiste, insiste e eu acabo por ceder ou então, zango-me. Fico furiosa comigo e acho que não o estou a educar. O que posso fazer?»

- Em primeiro lugar, deverá ter definido para si o que é um Não. Porque diz Não ao seu filho? Vale a pena distinguir um Não que nunca poderá vir a ser um Talvez ou um Sim. Nessa altura não tem dúvidas. Por exemplo, se o seu filho quer atravessar sozinho a rua, sabe que não o pode deixar. É perigoso para ele e cabe a si protegê-lo. Então o seu Não é muito mais seguro. Sem hesitações. E o seu filho entende isso muito bem.

Se, pelo contrário, se trata de alguma coisa que não o coloca em perigo - por exemplo, se ele quer um determinado brinquedo - o seu Não pode apresentar-se com alguma hesitação, própria de quem ainda não decidiu se lhe vai dar o brinquedo ou não. A sua primeira reacção é um Não mas pode deixar de ser, se a criança utilizar as suas excelentes estratégias para convencer ou «desgastar» os pais.

A sua hesitação é transmitida, mesmo que não se aperceba dela. As crianças tentam perceber onde está o limite e estão à espera que os pais lhes passem essa mensagem. Se acaba por ceder, o seu filho fica baralhado e pergunta-se: «Então onde está o meu limite?»

Dizer Não ao seu filho, é mais importante do que possa parecer. Ele precisa desse Não para se orientar. Para saber o que pode ou não pode fazer. O que é ou não importante para ele. É assim que ele pode crescer de forma adequada e segura.

A escolha do que deve ou não deve deixar ou dar ao seu filho é sua. A mãe é que é a adulta, conhecedora do que é melhor para ele. É a si que compete proteger, balizar e securizar. Ele está à espera que a mãe possa cumprir o seu papel. Para isso só necessita de ter a certeza do que quer ou não para o seu filho. Os princípios, valores, etc., são seus!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

OPP: «Ordem pronuncia-se na AR sobre os Serviços de Psicologia e Orientação»

ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES

«Ordem pronuncia-se na AR sobre os Serviços de Psicologia e Orientação»

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«A Direcção da OPP foi ouvida no passado dia 20 de Setembro, pelas 12h, na Assembleia da República, pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Esta reunião teve como intuito sensibilizar os deputados presentes para 4 questões relacionadas com a intervenção dos psicólogos em contexto escolar.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) expressou a sua preocupação relativamente à possibilidade da colocação de professores nos Serviços de Psicologia e Orientação, com o objectivo de realizarem “orientação escolar”, apelando à distinção do que se entende por informação escolar e profissional, a qual poderá também ser desenvolvida por docentes/ directores de turma e a orientação e aconselhamento vocacional, as quais constituem áreas de intervenção que requerem formação especializada em Psicologia, parecer este também veiculado por reconhecidos especialistas da área, nos planos nacional e internacional.

Apesar da Senhora Secretária de Estado do ensino básico e secundário ter já informado a OPP de não haver qualquer intenção do Ministério de colocar professores nos Serviços de Psicologia e Orientação, nem que estes assegurem o acompanhamento de alunos no âmbito da Orientação Escolar e Profissional, as documentos oficiais recebidos pelas escolas menciona explicitamente “orientação escolar”. Reflectiu-se em torno da rectificação da respectiva circular, a fim de evitar futuros atropelos que resvalem para a usurpação de funções do psicólogo escolar com base na mesma.


Foi reforçada, por parte da OPP, a necessidade de revisão do enquadramento de atribuições do psicólogo em contexto escolar presentes nos Decreto-Lei 300/97 e 190/91 e, em particular, enquadrar os vários regimes em que os psicólogos prestam serviços nas escolas, de forma a conseguir maximizar os benefícios por eles gerados na comunidade escolar. A OPP informou estar a trabalhar sobre esta revisão, tendo os deputados presentes mostrado interesse em conhecer posteriormente a proposta de revisão e que a mesma possa ser debatida numa plataforma tripartida entre a OPP, o governo e a Assembleia da República.

A OPP manifestou ainda a sua apreensão face à contratação mensal de psicólogos, a nível de escola, ao abrigo do Decreto-Lei 132/12 para, supostamente, cobrir necessidades temporárias, informando que apesar do compromisso do Ministério da Educação e Ciência em contratar psicólogos, na sua maioria eles ainda não se encontrarem nas escolas, não obstante o ano lectivo já ter iniciado. Este tipo de contratação poderá vir a afectar, de forma significativa, o trabalho desenvolvido por estes profissionais, com uma perda da qualidade do serviço prestado para toda a comunidade escolar, dada a exigência de continuidade dos cuidados prestados nesta área de intervenção. Foi valorizado o papel do psicólogo em contexto escolar e a importância de, dada a conjectura actual do nosso país, não haver um desinvestimento, especialmente tendo em conta o papel importante que o psicólogo escolar poderá também desempenhar em situações de crise.

Por último, a OPP solicitou a revisão da portaria 1189/10, referente à habilitação para a docência da disciplina de Psicologia no ensino secundário, defendendo que a mesma seja separada da habilitação para leccionar outras disciplinas, tais como a Sociologia e a Antropologia. A OPP pronunciou-se desfavoravelmente relativamente à respectiva portaria que impede qualquer pessoa formada num destes 3 domínios do saber de, na prática, leccionar no ensino secundário, dada a inexistência de um mestrado com o número de créditos exigido simultaneamente nestes 3 campos de estudo. Foi expressada por parte dos deputados presentes a legitimidade dos psicólogos poderem lecionar a disciplina de Psicologia no ensino secundário e o seu interesse em conhecer uma proposta da OPP para a adequação desta portaria, em conjunto, com o trabalho das Universidades no sentido de possuírem respostas curriculares compatíveis com esta necessidade de habilitação.»