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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Os incêndios e as crianças

Concordo com o Dr. Manuel Coutinho, por quem tenho grande apreço. As crianças deverão ser avaliadas (perícias de personalidade e psiquiátricas) para aferição do tipo de personalidade e despiste de psicopatologias que levem a este tipo de comportamento.

No entanto, penso também que deveria ser tomado em consideração outro ponto de vista importante: a Legislação do foro Penal para crianças e jovens é diferente da Legislação que se destina aos adultos.

A saber, a Lei Tutelar Educativa (Lei n.º 166/99, de 14 de Setembro) prevê como pena máxima para crianças/jovens entre os 12 e os 16 anos o internamento em Centro Educativo, podendo este internamento ser em regime aberto, semiaberto ou fechado.

É do conhecimento público que sempre foram ateados fogos por questões de vingança, e mesmo financeiras (há madeireiros que pagam a quem ateie os fogos para que a madeira lhes saia mais barata).

E, efectivamente, estamos a atravessar uma crise financeira grave. Entre o não comer e o atear um fogo a troco de dinheiro... É possível prever as consequências deste tipo de escolhas impossíveis.

Será que as crianças não estão a ser utilizadas para atear fogos em troca de dinheiro (por madeireiros ou mesmo por familiares)?


Jornal Sol
Crianças suspeitas de terem ateado fogos devem ser avaliadas psicologicamente




«O secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança defendeu hoje que as crianças suspeitas de terem ateado incêndios devem ser avaliadas psicologicamente, para se perceberem os motivos deste tipo de comportamento, que "não é comum" em menores.
O Jornal de Notícias avança na edição de hoje que, em quatro dias, cinco crianças, menores de 16 anos, foram identificadas pela Polícia Judiciária por suspeita de terem ateado fogos.
Segundo o jornal, três menores foram detidos em S. João da Madeira e um em Gaia, por suspeita da autoria de incêndios florestais, e um rapaz de 12 anos, por suspeita de ter incendiado uma zona de mato próxima da Nave Desportiva de Espinho.
Para o secretário-geral do IAC, o psicólogo Manuel Coutinho, é uma situação "bastante preocupante".
"Entendo que estas crianças devem ser, numa primeira fase, objecto de uma avaliação psicológica e psiquiátrica para perceber que tipo de personalidade é que a está a levar a ter este comportamento, porque não é comum, nem sequer se pode generalizar que essas situações sejam uma prática habitual de crianças tão novas", disse à agência Lusa Manuel Coutinho.
Para o psicólogo clínico, podem tratar-se de crianças que "estão descompensadas" a nível do humor, que "não conseguem, muitas vezes, perceber os limites e cometem erros gravíssimos".
"Pode haver alguma alteração do humor, no sentido da depressão ou mania, eventualmente com distúrbios bipolares, que leva a este comportamento que causa graves problemas à sociedade".
Nesse sentido, defendeu o clínico, estes casos devem ser "devidamente avaliados" e remetidos para a psicopatologia, para que haja "uma boa avaliação psicopatológica".
"Devemos tratar este assunto com 'pinças e algodão na ponta' e não generalizar, não tomar a parte pelo todo, e perceber que se trata de uma situação de exceção, que as crianças não estão bem e tem de ser avaliadas do ponto de vista pedopsiquiátrico", acrescentou.»

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cyberbullying: Uma realidade perigosa e destrutiva

Foi publicado no Jornal Público do dia 23 de Agosto de 2013 um artigo sobre Cyberbullying.





A Bússola D'Ideias Centro Pedagógico disponibiliza aulas de Informática, cujos conteúdos versam também sobre os perigos da Internet, assim como a vertente de Psicologia (inserida no NuBE - Núcleo de Bem-Estar)que permitem trabalhar  e explicar os efeitos nefastos deste tipo de situações.

Se gostaria de saber mais sobre o Cyberbullying (como reconhecer, como agir), contacte-nos!



Rua da Nau Catrineta
Lote 3.06.01.F
Parque das Nações Sul
1990-183 Lisboa

Telf. 216007211
Email: geral@bussoladideias.pt
            nube@bussoladideias.pt

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Jornal i: «Tempo dos psicólogos nas escolas reduzido para metade»

Se um Psicólogo por Agrupamento de Escolas já dificilmente consegue fazer o que quer que seja com tantos alunos, um Psicólogo para dois Agrupamentos, ou reduzindo os horários dos Psicólogos para metade... 

Vai ser impossível trabalhar com tantas crianças e tão pouco tempo.

Não vai ser possível trabalhar a prevenção de situações como o Bullying nas Escolas, ou situações de negligência e/ou violência contra as crianças (que tem vindo a aumentar com o aumento de desemprego causado pela crise económica).

Não vai ser possível fazer despiste de dificuldades de aprendizagem.

Não vai ser possível fazer trabalho de Orientação Vocacional.

Não vai ser possível fazer acompanhamento psicológico das crianças que dele necessitem.

Não vai ser possível fazer pontes entre as intituições escolares e as famílias.

Não vai ser possível mediar e dirimir problemas comunicacionais entre os vários actores escolares.

Não vai ser possível estabelecer relacionamentos terapêuticos com a Comunidade Escolar.

Não vai ser, de todo, possível trabalhar.

Esta é uma situação extremamente grave, negativa e preocupante!!!


Tempo dos psicólogos nas escolas reduzido para metade






«Escolas estão a reduzir de 35 para 18 horas semanais o tempo dos psicólogos ou então a repartir um técnico por dois agrupamentos

No próximo ano lectivo haverá mais vagas para psicólogos nos agrupamentos escolares da rede pública. O Ministério da Educação autorizou no início do mês a contratação de 181 técnicos (mais cinco que em 2012-2013), mas resta saber se esse aumento significa que os psicólogos vão estar mais tempo na escola e mais tempo também com os alunos. A dúvida seria fácil de esclarecer se a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares já tivesse publicado no seu site a lista com a colocação destes profissionais, como aconteceu em anos anteriores. A informação ainda não está disponível, mas haverá pelo menos 30 agrupamentos espalhados pelo país com horários reduzidos para metade.
O i quis saber junto da tutela quantos agrupamentos no total reduziram para metade o tempo do serviço de psicologia escolar, mas não obteve respostas até ao fecho desta edição. O certo é que escolas e agrupamentos que no ano passado contrataram psicólogos com horário de 35 horas semanais se preparam agora para lançar concursos de 18 horas por semana. São os casos dos agrupamentos de escolas de Fragata do Tejo (Moita), de Fazendas de Almeirim, de Figueiró dos Vinhos, de Arganil, de Mirandela, de Lousada Oeste ou das escolas de Ribeirão, em Famalicão. São alguns dos exemplos de agrupamentos que contavam no ano lectivo anterior com um psicólogo a tempo inteiro (sete horas) e que vão passar a fazer três horas e meia por dia.
Ao longo desta semana boa parte das direcções escolares recebeu autorizações da tutela para contratar psicólogos e há até casos em que se mantêm as 35 horas, mas o técnico vai ter sob a sua alçada dois agrupamentos. É o caso do agrupamento Amadeu de Souza-Cardoso e do agrupamento de Amarante, que vão ter um único psicólogo, ou então das escolas de Vallis Longo e das escolas de Valongo, que no próximo ano lectivo vão ter um técnico para mais de 5 mil alunos.
Jorge Humberto foi o psicólogo que no passado ano lectivo ficou colocado no agrupamento de Vallis Longo e, no caso de se candidatar este ano lectivo à mesma vaga, vai ficar também com os alunos das escolas de Valongo: "Estamos a falar de um único profissional para acompanhar alunos dos 3 aos 19 anos com uma panóplia de problemas específicos, além das tarefas habituais como orientação vocacional ou avaliações psicológica dos alunos com dificuldades de aprendizagem ou com necessidades especiais."
O agrupamento de Lousada Oeste, com 1500 estudantes, está entre as escolas que reduziram o horário para 18 horas. Ângela Ferreira ficou aqui colocada o ano passado e é uma das candidatas à vaga. A psicóloga escolar explica porém que, se for seleccionada, terá de estabelecer novas prioridades com a direcção escolar: "Já tinha crianças em lista de espera e já trabalhava muito além do meu horário, nomeadamente para conseguir atender os pais dos alunos em horário pós-laboral."
Manuel Esperança, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, está convencido de que o corte no serviço de psicologia não poderia ter vindo em pior altura: "Estamos num momento em que as escolas têm de lidar com cada vez mais problemas dos alunos associados ao desemprego dos pais ou a famílias desestruturadas. O psicólogo sempre foi uma peça fundamental e agora é ainda mais", remata o dirigente da associação.»

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aos Bombeiros Portugueses e às suas famílias enlutadas

O NuBE apresenta as suas sentidas condolências aos Bombeiros Portugueses e às suas famílias enlutadas pela perda dos seus companheiros/familiares na luta contra os incêndios.




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

PÚBLICO: «Identificada a estrutura do cérebro que comanda as acções intencionais»

Excelentes notícias!!!


Identificada a estrutura do cérebro que comanda as acções intencionais


«Cientista português ajudou a identificar área do cérebro que controla a passagem de uma acção automática para uma acção intencional. Descoberta pode vir a ajudar pessoas com vícios e compulsões.
O vício de jogar nos casinos pode estar associada a uma alteração no córtex órbito-frontal CHERYL RAVELO/REUTERS (ARQUIVO)
Muitas das acções humanas são automáticas. Uma delas é carregar no botão com o número do andar de casa quando se entra no elevador. Depois de se repetir esta acção durante dias, é um descanso não gastar um segundo a pensar neste gesto. Mas se algo muda, como termos de visitar o vizinho que mora noutro andar, então convém prestar atenção ao que estamos a fazer para não seguirmos, erradamente, para casa. Esta tomada de atenção, que resulta numa acção pensada mas muito similar — carregar noutro botão do elevador —, decorre de uma mudança ocorrida no nosso cérebro. Um estudo liderado pelo neurocientista português Rui Costa identificou a estrutura cerebral responsável por esta mudança.
Os resultados relativos a esta descoberta, publicados nesta terça-feira na revista Nature Communications, podem oferecer uma nova estratégia para o tratamento de comportamentos obsessivo-compulsivos.
“Fala-se dos hábitos [acções automáticas] e das acções intencionais, mas não se estuda muito como é que se passa de uma acção para a outra”, diz Rui Costa, que agora é chefe do grupo de Neurologia da Acção do Centro para o Desconhecido da Fundação Champalimaud, em Lisboa. Mas este estudo começou antes de Rui Costa vir para Portugal em 2009, e conta com Christina Gremel, investigadora do Instituto Nacional para o Abuso do Álcool e do Alcoolismo, um dos muitos institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos.
Já se conheciam as três áreas do cérebro que estavam envolvidas na passagem de uma acção automática para uma acção intencional: o córtex órbito-frontal, que fica numa região mais externa do cérebro perto da testa, e dois gânglios de base que ficam numa região mais interior do cérebro, chamados “estriado lateral” e “estriado medial”.
No passado, o estriado lateral foi associado a acções automáticas, enquanto o estriado medial foi ligado a acções intencionais. O córtex órbito-frontal fica a montante e projecta neurónios nos dois estriados. Mas desconhecia-se se a passagem de uma acção automática para uma intencional implicaria a substituição da actividade neuronal no estriado lateral pela actividade no estriado medial ou se, ao invés, estaríamos perante um jogo com actividade entre os dois gânglios.
“Pusemos eléctrodos muito finos dentro do cérebro de ratinhos para poder ler a actividade destas três zonas”, diz Rui Costa, explicando a experiência que realizou. Depois, a equipa colocou os ratinhos em duas casinhas, cada uma com uma alavanca que, pressionada, dava direito a água com açúcar. Mas as alavancas funcionavam de modo diferente: numa das casas, havia uma espécie de slot machine, que dava a recompensa à sorte. Na outra, quanto mais o ratinho carregava na alavanca, mais água com açúcar recebia.
Isto permitiu à equipa testar a mudança de um comportamento repetitivo nos ratinhos que estavam na casa com a slot machine e que ficavam a carregar na alavanca — como as pessoas que jogam nas slot machines dos casinos —, para um comportamento intencional na outra casa.
“A actividade no córtex órbito-frontal correlacionava-se muito com a mudança do hábito para um comportamento intencional”, diz Rui Costa, referindo-se às medições feitas nas três regiões do cérebro dos ratinhos.
Mais: quando silenciaram a actividade no córtex órbito-frontal, os animais mantiveram-se sempre com comportamentos automáticos. Já quando a estimularam, todos os animais transitaram de uma acção automática para uma intencional.
A equipa também verificou que esta mudança não significou o silenciamento da actividade neuronal do estriado lateral e a activação do estriado medial. Apesar de a actividade passar a ser maior no estriado medial, os dois gânglios mantiveram-se activos numa única rede.
A descoberta da importância do córtex órbito-frontal nestas acções pode vir a ser importante no controlo de vícios ou problemas obsessivo-compulsivos. “Esta área é a que mais aparece afectada na compulsão, em que a pessoa perdeu o controlo: lava as mãos frequentemente e, apesar de ter acabado de lavar as mãos, não consegue controlar o gesto”, exemplifica Rui Costa.
“A nossa esperança é fazer com que estas pessoas voltem a controlar as suas acções através de uma experiência não invasiva.” Para isso, o cientista pretende colocar eléctrodos na cabeça de doentes, na zona do córtex órbito-frontal, para activar os neurónios nesta região utlizando uma estimulação electromagnética. Poderá assim testar se estas pessoas voltam a ter controlo das suas acções.»

PÚBLICO: «Há “racionamento” no acesso a cuidados para idosos e dependentes»

Apesar do título sensacionalista deste artigo, a verdade é que muita gente desconhece esta informação, tão valiosa para os cuidadores informais de idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Sabiam, por exemplo, que existe a possibilidade de um serviço designado por "Descanso do Cuidador"?

Saiba mais aqui, na página dos Cuidados Continuados de Saúde e Apoio Social.




Há “racionamento” no acesso a cuidados para idosos e dependentes
por 


«Responsáveis da Rede de Cuidados Continuados defendem que a “débil” informação sobre este novo direito condiciona o acesso dos cidadãos.
Desde 2006 criaram-se quase seis mil novos lugares em unidades de cuidados continuados NÉLSON GARRIDO
A deficiente informação sobre a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) está a provocar “racionamento no acesso dos cidadãos a este novo direito de promoção da autonomia e de recuperação global”. Este é justamente o “ponto fraco” da rede, defendem os autores do relatório final sobre a Implementação e monitorização da RNCCI, que acaba de ser divulgado.

“A informação sobre a existência da RNCCI, seus objectivos e como aceder, é em geral ainda débil e pouco divulgada na sociedade em geral, nas famílias, no sistema de saúde, hospitais e centros de saúde”, concluem os responsáveis pela rede. Um problema que, sustentam no relatório, está a causar “racionamento no acesso”, porque muitos cidadãos ignoram que poderiam usufruir deste direito e nem o reivindicam, sequer.

Lançada no final de 2006, a RNCCI foi criada para dar uma resposta integrada às pessoas que estão em situação de dependência, temporária ou prolongada, a maior parte das quais são idosas, e visa, entre outras coisas, evitar o prolongamento desnecessário de internamentos hospitalares. É constituída por unidades de várias tipologias — de curta, de média e de longa duração — e inclui ainda lugares de internamento para cuidados paliativos e equipas que prestam cuidados domiciliários.

Desde Outubro de 2006 até Dezembro passado, criaram-se 5911 lugares de internamento, quase metade dos quais nas unidades de longa duração e manutenção (um máximo de permanência de nove meses) e uma parte significativa nas unidades de média duração e reabilitação.

Em 2012 criaram-se apenas 316 novos lugares de internamento e várias unidades prontas para abrir permaneceram fechadas por falta de verbas. Mas a situação vai mudar até ao final deste ano, com a disponibilização de mais cerca de 800 camas, como anunciou recentemente o primeiro-ministro.»

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PÚBLICO: «Toxicodependentes e viciados em jogo vão integrar rede de referenciação»

Agora só falta mesmo é a ARS contratar Psicólogos em número suficiente para que este tipo de prevenção possa ser realizado.


Toxicodependentes e viciados em jogo vão integrar rede de referenciação



«Documento já foi aprovado pela tutela e reforça importância dos cuidados de saúde primários.
O documento define a quem compete a responsabilidade de abordar as situações de dependência de jogo RUI GAUDÊNCIO
Toxicodependentes e pessoas viciadas em jogo vão passar a integrar uma rede de referenciação de comportamentos aditivos, já aprovada pelo Governo, em que centros de saúde, hospitais e unidades especializadas trabalharão em conjunto para uma intervenção mais precoce.
A Rede de Referenciação/Articulação no âmbito dos Comportamentos Aditivos e das Dependências “está feita”, carecendo apenas de “algumas afinações”, revelou o director do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).
João Goulão explicou que esta rede é “uma reformulação” do documento aprovado em 2010, ainda na vigência do antigo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), para referenciação das pessoas com problemas ligados ao álcool, que envolvia os cuidados de saúde primários, unidades de toxicodependências, alcoologia, saúde mental e serviços hospitalares. “Agora, com a passagem das unidades do IDT para a dependência das Administrações Regionais de Saúde (ARS) houve uma reformulação desse documento”, feita pelo SICAD e as ARS.
O documento, já aprovado pelo secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, “estabelece os níveis de intervenção dos cuidados de saúde primários, das unidades especializadas e ultra especializadas e quais deverão ser os circuitos dos doentes em cada região”, explicou. “O que se pretende é que a curto prazo haja também a referenciação de pessoas com outro tipo de problemas como o jogo patológico”, avançou. O documento servirá como “um manual de referenciação perante uma determinada situação e diagnóstico e estabelece a quem compete a responsabilidade de abordar as situações”, explicou João Goulão.
Por outro lado, adiantou, pretende-se que os médicos de família tenham um papel ainda mais relevante, apesar de já serem “os principais identificadores” das situações. “O que pretendemos é que sejam dotados de mais conhecimentos nesta área, através de formação específica, e que sejam capazes de constituir verdadeiramente a primeira linha não só encaminhamento mas também na abordagem da terapêutica destas situações de adição”, sustentou.
Para José Rocha Almeida, da Associação Portuguesa de Adictologia, esta rede irá “melhorar o nível de intervenção” juntos destes doentes. “Durante muitos anos este problema esteve praticamente confinado aos serviços de tratamento do IDT” e os “médicos de família não entravam muito nestes tratamentos, porque havia serviços próprios”, disse o psiquiatra. Neste momento, sublinhou José Rocha Almeida, “com a integração os serviços nas ARS, é altura dos cuidados primários e as áreas hospitalares trabalharem em rede para melhor detectar, intervir e referenciar estes utentes”.
Para o psiquiatra, a rede vai permitir que o médico de família possa “detectar estas situações, intervir imediatamente e ao mesmo tempo sentir que pode contar com o apoio de estruturas especializadas e dos hospitais, caso seja necessário internamento”. Uma intervenção mais precoce possibilitará “um grande avanço no sentido de prevenir comportamentos de risco mais avançados que possam surgir à medida que os consumos se vão intensificando. Já a intervenção do médico de família poderá permitir um corte neste tipo de dependência e evitar comportamentos de risco que se podem agravar no futuro, acrescentou.»